No último mês do ano, o total de ordens recebidas pelos intermediários financeiros alcançou 23,3 mil milhões de euros, o que representa uma queda de 19,9% em relação a novembro, mas um aumento de 5,9% comparado ao mesmo período do ano anterior. O BCP e o BNP Paribas destacaram-se nas quotas de mercado em diferentes segmentos.
O retrocesso geral em dezembro foi impulsionado pelo desempenho negativo dos títulos de dívida. O valor mensal das ordens de dívida pública caiu 20,4%, totalizando 14,7 mil milhões de euros (14.670,2 milhões), enquanto a dívida privada teve uma redução ainda maior, de 35,5%, para 2,2 mil milhões de euros (2.166,4 milhões).
Por outro lado, o investimento em ações apresentou um aumento de 2,3%, atingindo 3.041,7 milhões de euros. No mercado de derivados, observou-se um crescimento de 7,9%, com o volume totalizando 238,8 mil milhões de euros, principalmente devido aos contratos forward, que representaram mais de 80% deste segmento, de acordo com dados divulgados pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
No que diz respeito às transações de ações, o BCP deteve a maior quota de mercado (26,4%), seguido pela CGD (16,2%) e pelo Banco de Investimento Global (12,4%). Para a dívida (pública e privada), a maior quota pertenceu ao BNP Paribas – Sucursal em Portugal (91,9%), seguido pelo Banco L.J. Carregosa (4,9%) e pela Caixa Económica Montepio Geral (0,8%).
A Comissão indica que “o valor das ordens sobre instrumentos financeiros derivados subiu 7,9% em relação ao mês anterior, totalizando 238.805,7 milhões de euros. Os forward foram o instrumento mais negociado no mercado de derivados, representando 82,8% do total, com as transações crescendo 14,2% em comparação a novembro. As transações de futuros, por sua vez, diminuíram 16,8%.”
No mesmo período, o valor das ordens de residentes caiu 5,3%, enquanto o valor das ordens de não residentes teve uma queda de 22,8%.
No mercado de execução, 68,7% das ordens recebidas foram executadas em mercados regulamentados internacionais, 6,6% em mercados nacionais, 2,8% fora de mercado e 22% foram internalizadas.
Os Estados Unidos, Alemanha e França foram os principais destinos das ordens executadas sobre ações fora de Portugal, enquanto a Holanda, Reino Unido e França foram os destinos predominantes para as ordens sobre títulos de dívida, conclui a CMVM.









