“A aposta feita pelos governos do PS no âmbito do Plano de Recuperação e de Resiliência (PRR) apresenta prioridades adequadas, valorizando os cuidados primários de saúde e a sua articulação com os cuidados hospitalares. Isso evidencia a decisão errada do Governo em retirar recursos do PRR que estavam destinados à construção de novas estruturas de saúde, especialmente para cuidados paliativos e unidades de cuidados na comunidade”, afirmou.
“Foi uma decisão equivocada. O exemplo que visitamos é uma demonstração de como os cuidados primários de saúde podem atender às principais necessidades de organização, eficiência e eficácia do Serviço Nacional de Saúde”, acrescentou José Luís Carneiro após a visita à nova Unidade de Saúde Familiar (USF) de Alburrica, no Barreiro, distrito de Setúbal.
Questionado sobre soluções para os problemas nos serviços de urgência da região de Setúbal, José Luís Carneiro reiterou que o Governo deveria implementar a Unidade para a Coordenação da Emergência Hospitalar, proposta que apresentou em julho passado.
“Essa Unidade permitirá uma resposta integrada, mobilizando recursos de diversas forças e serviços da Administração Pública. Refiro-me aos serviços do Instituto Nacional de Emergência Médica, à mobilização de recursos de associações humanitárias, especialmente as ligadas à emergência pré-hospitalar, e também à mobilização dos recursos da Defesa Nacional para garantir uma resposta eficaz à coordenação da emergência hospitalar”, explicou o líder do PS.
“Esta foi a proposta que apresentei e que gostaria que o Governo implementasse. Além disso, proponho que o Governo dê continuidade à reforma das Unidades Locais de Saúde”, acrescentou.
Quando confrontado com a possibilidade de o Governo aprovar a proposta de alteração das leis laborais, apesar da greve geral marcada para o dia 11 de dezembro pelas centrais sindicais CGTP/IN e UGT, José Luís Carneiro afirmou que o PS já tomou as iniciativas que podia desde agosto, ao alertar sobre a gravidade das propostas apresentadas pelo Governo.
“Condicionamos a nossa votação da proposta do Orçamento do Estado para 2026 à garantia do Governo de que não incluiria no Orçamento matérias que pudessem apoiar as alterações previstas para a legislação laboral”, destacou o líder socialista.









