O Estado ignora como estão os lusitanos, mas sabe que estão “num abrigo”.

O Estado ignora como estão os lusitanos, mas sabe que estão "num abrigo".

“Tenho informações de que todos os interceptados [pelos soldados israelitas], não exclusivamente portugueses, estão em boas condições […], estamos ainda a confirmar se todos os cidadãos portugueses fazem parte deste primeiro grupo”, afirmou Luís Montenegro em uma conferência de imprensa após uma reunião com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, durante um encontro da Comunidade Política Europeia em Copenhaga, Dinamarca.

O primeiro-ministro evitou afirmar que a coordenadora nacional do BE e única deputada do partido, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e dois outros ativistas portugueses estão detidos, preferindo dizer que estão “sob a responsabilidade das autoridades israelitas.”

Luís Montenegro mencionou que o governo sabe “exatamente a localização” dos portugueses.

“Não posso revelar a localização específica, sei que estão em um porto”, observou, acrescentando que as autoridades portuguesas estão em contato constante com Tel Aviv, para verificar se “todos ou apenas parte da delegação” estão presentes.

O bloquista Fabian Figueiredo fez declarações esta quinta-feira após a reunião com o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. O bloquista também afirmou que o pedido de reunião foi enviado “duas vezes.”

Ana Teresa Banha | 14:54 – 02/10/2025

As autoridades israelitas indicaram há momentos que os ativistas da Flotilha Global Sumud interceptados estão prestes a desembarcar no porto de Ashdod, onde serão entregues à polícia antes de serem levados para a prisão de Ketziot, no deserto do Negev. Não está claro se os portugueses fazem parte deste grupo.

Eles podem ser expulsos, sair voluntariamente ou ir a julgamento

O plano é que os detidos sejam recebidos por funcionários prisionais e, se se recusarem à deportação, enfrentem um julgamento por entrada ilegal perante um tribunal especial composto por elementos do Ministério do Interior, em vez de um tribunal comum.

O primeiro-ministro também expressou esperanças de que “a rede diplomática [portuguesa] consiga contatar os portugueses” enquanto aguardam uma possível decisão judicial em relação à expulsão dos membros da flotilha humanitária ou uma eventual decisão de deixar voluntariamente Israel.

Os membros da flotilha, que visa trazer ajuda humanitária à população palestina, estavam a caminho da Faixa de Gaza, um enclave cercado e bloqueado, que é um território palestino sob ocupação, não parte de Israel.

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Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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