Jani Zhao, natural de Leiria e com 33 anos de idade, é filha de imigrantes chineses. Começou sua carreira em televisão aos 13 anos e, desde então, participou de diversas séries, peças de teatro, projetos na área da moda e cinema. No cinema, destaca-se por suas atuações no aclamado Grand Tour, de Miguel Gomes, e na produção da Warner Bros, Aquaman and The Lost Kingdom, de James Wan. Este mês, a atriz brilha em dois filmes portugueses: O Barqueiro, de Simão Cayatte, já em exibição, e Projecto Global, de Ivo M. Ferreira, que estreia na próxima quinta-feira.
O filme teve sua apresentação mundial no Festival Internacional de Cinema de Roterdã e, mais do que uma reconstituição histórica, oferece uma reflexão crítica sobre os ideais revolucionários no período pós-25 de Abril. A narrativa se desenrola em Lisboa, nos anos 1980, em uma época marcada por atentados, assaltos e execuções realizados pelas Forças Populares 25 de Abril (FP-25), que resultaram em várias mortes e milhares de feridos. No enredo, os protagonistas, Rosa (Jani Zhao) e Jaime (Rodrigo Tomás), membros do grupo, enfrentam dilemas morais e relações pessoais, moldadas por um ambiente de clandestinidade, vigilância e conflito.
Neste concerto multidisciplinar, que estreia a 25 de abril, às 19h, e a 26 de abril, às 17h, no Centro Cultural de Belém, Beatriz Pessoa se inspira na coleção de livros Missão: Democracia para criar canções originais, explorando diversos estilos e sonoridades, e mostrando como a música reflete diferentes formas de pensar. “A música é democracia, palavra, conversa, liberdade”.
A mostra “Elas tiveram medo e foram” permanecerá em exibição até 31 de janeiro de 2027, no Museu do Aljube. Esta exposição busca compreender quem foram as mulheres presas políticas, como resistiram nas prisões e quem as apoiou. A iniciativa investiga essas dimensões a partir de suas histórias de vida, aprofundando o conhecimento sobre este rico patrimônio de resistência à ditadura. Muitas mulheres resistiram ativamente, algumas vivendo em clandestinidade e afastadas de suas famílias por anos, enquanto outras foram presas e torturadas. A exposição retrata como essas mulheres construíram redes de solidariedade e acolheram antifascistas e suas famílias.
O livro As FP-25 e o Pós-revolução. “Normalização” e Violência Política, de Francisco Bairrão Ruivo, lançado pela editora Tinta da China, inicia-se com a pergunta: “E depois da revolução?”. A obra, fundamentada em uma pesquisa realizada para o filme Projecto Global, explora o contexto de Portugal no final da década de 1970 e início da de 1980, um período de suposta ‘normalização democrática’. O autor revela a história violenta e perturbadora das FP-25, ainda pouco esclarecida, questionando quem eram seus militantes, suas origens, como atuaram, suas vítimas e como se extinguiram. O livro, que oferece uma reflexão sobre a percepção atual das FP-25, chega às livrarias a 23 de abril, data da estreia de Projecto Global.








