Vestindo peles de crustáceos? Em Chelas, os Estilistas Sustentáveis realizam apresentações com criações exclusivas a partir de resíduos.

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Um saco de batatas que o vento arrastou pode se transformar em um vestido? E uma tiara de noiva pode ser feita de escamas de peixe? Augusta Batista, cofundadora dos Eco-Estilistas, afirma que sim. E ela provou isso.

Em 1989, a Feira do Relógio mudava a paisagem de Chelas, em Marvila. “Éramos continuamente invadidos por plásticos e resíduos da feira que entravam nas nossas casas. Todos os domingos enfrentávamos essa realidade”, lembra Bruno Batista, filho de Augusta e atual membro da direção do projeto. Da sua casa, ele tinha uma visão clara daquele mar de lixo.

Hoje, com a dedicação dos Eco-Estilistas que Augusta ajudou a fundar, o bairro parece ter se transformado. Aquela imensidão de lixo se tornou arte e já ganhou passarelas fora do país.

A história dos Eco-Estilistas é bem conhecida pelos leitores da Mensagem. No contexto do Projeto Narrativas, a narrativa de Augusta e Bruno Batista foi uma das primeiras a ser sugerida pelos jovens durante a redação pop-up em Chelas.

Atualmente, celebramos os Eco-Estilistas como premiados do projeto “Heróis da Reciclagem”, uma colaboração entre a Mensagem e a Sociedade Ponto Verde. Descubra mais sobre eles aqui: