Deu vida a inúmeras personagens na televisão, no teatro e no cinema. Em 2019, protagonizou o monólogo Todas as Coisas Maravilhosas, de Duncan Macmillan, que aborda temas como família, fragilidade da vida, amor, suicídio e depressão. O espetáculo, que teve várias temporadas, atraiu mais de 30 mil espectadores em uma turnê que percorreu diferentes regiões do país.
Esta semana, Ivo Canelas traz o seu Alexandre Trigorin, um renomado escritor, ao Teatro da Trindade, em A Gaivota, uma obra icônica de Anton Tchékhov, uma narrativa atemporal sobre ambição, poder, fama e os sacrifícios feitos pela arte, oferecendo uma reflexão metateatral sobre artistas e sua criação. Nesta versão de Diogo Infante, adaptada para os dias atuais, a ação se desenrola em uma propriedade rural isolada, onde se entrelaçam conflitos amorosos e criativos entre Irina Arkadina, Trigorin, Constantino Treplev e a jovem Nina. A peça ficará em cartaz até o início de abril.
Mulholland Drive, de David Lynch
No Cinema Nimas, a 1 de fevereiro, às 10h30
Mulholland Drive é um thriller surrealista que acompanha uma aspirante a atriz, vivida por Naomi Watts, que chega a Los Angeles e se torna amiga de uma mulher que sofre de amnésia após um acidente de carro. O filme rendeu a Lynch o prêmio de Melhor Diretor no Festival de Cannes, em 2001. “Mulholland Drive, no Cinema Nimas, às 10 e meia da manhã! Que hora maravilhosa para nos perdermos no cinema de David Lynch. Desliguem a necessidade de compreender para apreciar.”
Anna Karenina
Romance de Leo Tolstoi / Várias edições disponíveis em Português
“Os clássicos. Comecei a ler por causa do espetáculo A Gaivota. O meu personagem, Trigorin, afirma que Tolstoi ‘documentou a sua época com a compaixão de um pai e a urgência de um profeta’. Confirma-se a cada página que leio,” garante o ator.
Batalha atrás de batalha
Filme de Paul Thomas Anderson / Nos cinemas e em streaming
Um grupo de antigos revolucionários se reúne novamente após o sequestro da filha de um deles, o que os leva a confrontar memórias do passado e testar os laços que os uniram na luta pela sobrevivência. O filme foi inspirado no romance Vineland, escrito em 1990 por Thomas Pynchon. “Paul Thomas Anderson, assim como Tolstoi, ‘documentando a sua época’ em modo farsa. Vejam no cinema, depois em casa, e novamente no cinema.”









