A presidente da Comissão Europeia reagiu às declarações de Volodymyr Zelensky, que criticou a Europa por parecer fragmentada e perdida ao lidar com Donald Trump.
Hoje, a presidente da Comissão Europeia afirmou que a UE “jamais poderá igualar o sacrifício do povo ucraniano”, mas destacou que é a entidade que mais tem apoiado o país, com um total superior a 193 mil milhões de euros.
“Temos consciência de que nunca igualaremos o sacrifício do povo ucraniano, mas o que podemos fazer é estar ao seu lado, e creio que os números [de fundos de apoio à Ucrânia] falam por si, assim como o envolvimento pessoal de todos nós”, declarou Von der Leyen.
A presidente falava em uma conferência de imprensa ao final da cimeira extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, ao comentar as observações de Zelensky sobre a fragmentação da Europa e a dificuldade em lidar com o Presidente dos EUA, Donald Trump.
Von der Leyen enfatizou que, do lado europeu, “as ações falam mais alto que palavras”.
“Nós somos quem mais apoiou a Ucrânia: mais de 193 mil milhões de euros, e o Conselho Europeu decidiu recentemente adicionar mais 90 mil milhões de euros para os próximos dois anos”, destacou.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, também abordou as declarações de Zelensky e pediu que a atenção em relação à Ucrânia se concentre “na questão principal”.
“E a questão principal é apoiar os ucranianos na busca de uma paz justa e duradoura. Isso temos feito desde o primeiro dia e continuaremos a apoiar a Ucrânia e os ucranianos nesse objetivo”, ressaltou.
Nesta quinta-feira, o Presidente ucraniano criticou a Europa por sua fragmentação e por parecer perdida ao lidar com o líder norte-americano, Donald Trump.
“Em vez de se tornar uma verdadeira potência global, a Europa continua a ser um belo, mas fragmentado, caleidoscópio de pequenas e médias potências”, lamentou Zelensky no Fórum Económico Mundial, em Davos, na Suíça, acrescentando que “a Europa parece perdida ao tentar convencer o Presidente norte-americano a mudar” suas posições.
Em um discurso incisivo, o Presidente ucraniano criticou a inação da Europa em um mundo repleto de desafios, incluindo a invasão russa de seu país, afirmando que “nada mudou” em um ano e que, em alguns momentos, se sente como se estivesse no filme “Feitiço do Tempo”, onde o protagonista revive o mesmo dia até mudar sua atitude.
“No ano passado, aqui em Davos, terminei meu discurso com as palavras: ‘A Europa precisa saber defender-se’. Um ano se passou e nada mudou. Continuamos em uma situação em que preciso repetir as mesmas palavras”, declarou.
Os líderes da União Europeia se reuniram nesta quinta-feira em uma cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas, após ameaças dos Estados Unidos, que foram retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.









