PCP declara que encerramento da investigação Spinumviva não extingue conluio político

PCP declara que encerramento da investigação "Spinumviva" não extingue conluio político

Paula Santos se dirigiu aos jornalistas no parlamento após a Procuradoria-Geral da República ter anunciado na terça-feira o arquivamento da averiguação preventiva sobre as atividades da Spinumviva.

O PCP manifestou hoje que a decisão do Ministério Público de arquivar a investigação sobre a “Spinumviva”, a empresa da família de Luís Montenegro, não elimina a “promiscuidade” entre política e negócios.

Paula Santos fez suas declarações no parlamento, destacando que o arquivamento do caso pelo Ministério Público não apaga a confusão entre cargos públicos e interesses privados.

“O arquivamento deste processo pelo Ministério Público não elimina a promiscuidade entre o exercício de cargos públicos e o poder económico”, afirmou a líder do Grupo Parlamentar do PCP.

Ela também mencionou que “o PCP sempre trouxe essa questão para o debate político”, principalmente em relação à “confusão que existe entre o desempenho de funções públicas e os interesses pessoais”.

“Essas foram as questões que levantamos. Esta decisão [do Ministério Público] tem seu espaço, naturalmente no âmbito judicial. Mas o PCP questiona essas questões no plano político. E, a respeito desse assunto, surgiram, de fato, elementos que evidenciaram essa confusão”, acrescentou.

Em uma nota divulgada no site do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, o Ministério Público justificou o arquivamento com a ausência de “notícia da prática de ilícito criminal”.

De acordo com o comunicado, a investigação começou inicialmente com pagamentos à Spinumviva considerados indevidos, incluindo quando Luís Montenegro já ocupava o cargo de primeiro-ministro, e foi posteriormente ampliada para incluir a compra, pela família do chefe de Governo, de dois imóveis em Lisboa.

Estavam em questão “suspeitas sobre o risco da prática do crime de recebimento ou oferta indevidos de vantagem”, que não foram confirmadas com a análise dos documentos fornecidos por diversas entidades.

A averiguação preventiva foi aberta em 12 de março de 2025.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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