Portugal, assim como o restante do Sul da Europa, se destacará positivamente entre as economias, contribuindo para um crescimento da zona euro acima do esperado para este ano, embora a recuperação da Alemanha também proporcione um impulso significativo.
A Mastercard prevê que a economia da zona euro cresça 1,2% no próximo ano, impulsionada pela redução da inflação, que deve registrar uma taxa de 1,8% em 2026. A queda nos preços da energia e a valorização do euro serão fundamentais, tornando as importações da China mais acessíveis.
No seu relatório ‘Economic Outlook 2026’, a empresa de pagamentos antecipa uma leve aceleração da economia da moeda única para 1,2%, com a melhoria das condições na Alemanha e a manutenção do atual crescimento do Sul da Europa como fatores chave. Para o setor industrial, a Mastercard projeta um aumento de 0,3% este ano, com uma recuperação mais significativa no próximo, alcançando 1,2%.
No que diz respeito a Portugal, a expectativa é de um crescimento de 1,9% este ano, elevando-se para 2,2% no próximo, colocando a economia nacional entre as mais destacadas na zona euro. Juntamente com países comumente mais vulneráveis economicamente, como Espanha e Grécia, o Sul da Europa oferecerá um forte suporte à economia da moeda única.
Globalmente, a Mastercard prevê um crescimento de 3,2% neste ano e 3,1% no ano seguinte, apesar das tensões geopolíticas e comerciais. Os Estados Unidos devem experimentar uma “aceleração moderada”, com um aumento esperado de 2,2% em 2026, embora ainda enfrentem uma inflação elevada, exacerbada pela política tarifária de Washington.
Na China, a expectativa é de um leve desaceleramento, com o crescimento projetado caindo de 4,8% este ano para 4,5% no próximo. O setor imobiliário continua a ser uma fonte de preocupação na segunda maior economia do mundo, que também lida com um ambiente externo menos favorável.









