“Há a intenção de realizar um exercício significativo de revisão das despesas no setor da saúde, por exemplo, na aquisição de tratamentos e testes de diagnóstico. Também foi mencionado que há intenção de criar uma unidade para combater a fraude no Serviço Nacional de Saúde (SNS),” destacou Nazaré da Costa Cabral durante uma audiência parlamentar sobre o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).
O objetivo desta medida é alcançar “economias de 800 milhões de euros,” afirmou.
A Presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) reconhece que “realmente existem ineficiências e desperdícios no setor, portanto, não se trata apenas da falta de recursos financeiros.”
“Precisamos enfrentar esta questão de forma direta e corajosa, mas é claro que os decisores políticos devem ser consistentes com as medidas que anunciam,” argumentou, enfatizando a necessidade de “resolver estruturalmente o problema.”
Ela comentou ainda que, se o resultado levar a “economias no SNS sem sacrificar a qualidade ou até mesmo melhorando a qualidade do serviço prestado, isso será positivo.”
No entanto, “se isso não acontecer, veremos certamente uma diminuição na qualidade do serviço prestado, o que seria indesejável para o país,” alertou.









