Albuquerque afirma que a sugestão atende ao que foi pactuado com Madeira – PPulse

Albuquerque afirma que a sugestão atende ao que foi pactuado com Madeira - PPulse

“Não é ideal, porque ainda existem outros custos a serem considerados, especificamente os excessos na educação e na saúde. No entanto, considerando a ausência de uma nova Lei de Finanças Regionais, penso que o Primeiro-Ministro reconheceu isso”, afirmou Miguel Albuquerque em relação aos fundos extraordinários para a região.

Miguel Albuquerque fez esses comentários durante um evento de campanha da coligação PSD/CDS-PP em Funchal, como parte das eleições locais marcadas para domingo, em resposta à proposta de Orçamento do Estado apresentada hoje na Assembleia da República.

Madeira deve receber 294,3 milhões de euros ao abrigo da Lei de Finanças Autónomas Regionais em 2026, um aumento de 14,5 milhões de euros em relação a este ano.

A proposta do OE2026 especifica que Madeira também receberá 214.362.360 euros ao abrigo do Artigo 48 da Lei de Finanças Regionais (transferências orçamentais) e 79.930.558 euros ao abrigo do Artigo 49 (fundo de coesão para regiões ultraperiféricas) de forma “excepcional”.

A proposta do Orçamento do Estado também autoriza a Região Autónoma da Madeira a contrair dívida financiada “para consolidação de dívida e liquidação de pagamentos em atraso” até um limite de 50 milhões de euros.

“O que tenho a dizer agora é que o que concordei com o Primeiro-Ministro tem sido cumprido até agora”, disse Miguel Albuquerque.

O líder social-democrata destacou, em particular, os 79,9 milhões de euros do fundo de coesão, observando que o valor estava em risco devido à “inequidade, injustiça e absurdo da Lei de Finanças Regionais.”

Esta lei vincula o fundo de coesão ao Produto Interno Bruto (PIB) regional, o que significa que quanto mais a região cresce, menos recebe.

“Devido ao aumento do PIB, a Região Autónoma da Madeira ficaria sem um fundo de coesão nacional”, observou.

O Presidente do Governo Regional (PSD/CDS-PP) enfatizou que ainda existem “algumas questões” a serem resolvidas nos detalhes, como a redução da taxa de IVA para instituições particulares de solidariedade social na região e a dívida dos subsistemas de saúde para forças de segurança.

Por outro lado, Miguel Albuquerque argumentou que deve existir paridade de financiamento entre Madeira e Açores, que, segundo a proposta do OE, receberão 341,1 milhões de euros em 2026, um aumento de 21,9 milhões de euros em relação a este ano.

“É importante dizer que não estamos contra os Açores receberem mais, mas deve haver um tratamento equitativo entre as duas regiões”, afirmou.

Em declarações à imprensa, o líder executivo madeirense também indicou sua intenção de participar da reunião do Conselho de Ministros no dia 30 de outubro, juntamente com o Presidente do Governo Regional dos Açores.

O Governo submeteu a proposta do OE2026 ao parlamento um dia antes do prazo e três dias antes das eleições locais no domingo.

No cenário macroeconômico, o Governo PSD/CDS-PP prevê que o PIB cresça 2% este ano e 2,3% em 2026.

O executivo visa alcançar superávits de 0,3% do PIB este ano e 0,1% no próximo ano. Com relação à taxa de dívida, estima uma redução para 90,2% do PIB em 2025 e 87,8% em 2026.

A proposta será discutida e votada em geral de 27 a 28 de outubro. A votação global final está agendada para 27 de novembro, após o processo de debate especializado.

DC (CYB) // VAM

Lusa/End

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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