Desde jovem, Inês Pires Tavares desenvolveu uma forte conexão com as artes. A sua estreia em palco aconteceu no Teatro Armando Cortez, em 2015, num espetáculo dirigido por Wanda Stuart, mas a sua verdadeira paixão sempre foi a música, tendo estudado canto e violoncelo no Conservatório de Lisboa. Em 2020, começou a sua carreira televisiva na novela Amar Demais, da TVI, e desde então não parou mais. Tem estado constantemente presente nos canais portugueses e também no teatro. No ano passado, participou na aclamada peça Querido Evan Hansen, no Teatro Maria Matos, e agora podemos vê-la no Teatro Trindade em Julieta e Romeu.
Nesta adaptação contemporânea do clássico de Shakespeare, acompanhamos a história de dois jovens apaixonados que se encontram em um grupo de teatro. O enredo é muito atual: Romeu é filho de migrantes e Julieta é filha de um político xenófobo. A peça estreou a 11 de setembro e tem recebido “um feedback muito positivo”. Inês não revela muitos detalhes sobre o espetáculo, mas menciona que “abre vários caminhos” e que o espectador “pode tirar diversas conclusões”. “Eu própria ainda estou a tentar descobrir, e acho que será assim até ao fim”, conta-nos.
Inês interpretará Julieta até 28 de outubro. Após essa data, a atriz, que tem tido um ano muito ocupado, irá gozar merecidas férias. Quanto a planos futuros, sorri e diz que “o que vier, virá”.
Para onde vão os guarda-chuvas
de Afonso Cruz
Companhia das Letras
A primeira sugestão da atriz é o livro Para onde vão os guarda-chuvas, de Afonso Cruz. O romance se desenrola em um Oriente fantástico e segue a história de várias personagens intrigantes, dentre elas um homem que deseja ser invisível, uma mulher que quer casar com um homem de olhos azuis e um poeta mudo. “Li esse livro há pouco tempo. Nunca tinha lido nada deste autor, mas fiquei encantada com esta obra.” Além da trama, Inês destaca “o estilo do autor, que tem uma maneira muito particular de escrever”.
Dias Perfeitos (2023)
Filme de Wim Wenders
Disponível na plataforma Filmin
Dias Perfeitos, de Wim Wenders, “é uma das coisas mais simples e belas que vi recentemente. A beleza da simplicidade deste filme é extraordinária. Está muito bem filmado, e o ator principal quase não fala durante todo o filme, mas consegue nos cativar desde o primeiro segundo”. A narrativa gira em torno de Hirayama, um funcionário de limpeza de banheiros públicos, que dedica seu tempo livre a prazeres simples da vida, como leitura, música e fotografia.
Cut the World (2012)
Disco de Antony and the Johnsons (atualmente Anohni)
Por fim, a atriz recomenda seu álbum favorito – Cut the World, de Antony and the Johnsons (a artista transgênero que agora é conhecida como Anohni). “Ela tem uma voz muito singular, com um lado sombrio e melancólico. Quando ouço este disco, automaticamente sou transportada para outro lugar, faz-me sentir emoções muito especiais. Há uma magia que não consigo descrever.” Inês não hesita em recomendar toda a discografia de Anohni: “aconselho muito este e outros álbuns dela, porque são incríveis”, conclui.









