O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu ao Senado que continue a trabalhar durante o fim de semana até que se chegue a um acordo para reiniciar o financiamento das agências federais e encerrar a paralisação, que se tornou a mais longa da história do país.
“O Senado dos Estados Unidos não deve interromper os trabalhos até que um acordo para encerrar a paralisação dos democratas seja alcançado. Se não conseguirem chegar a um consenso, os republicanos devem pôr fim ao obstrucionismo imediatamente e cuidar dos nossos grandes trabalhadores americanos,” escreveu Trump em sua conta na rede Truth Social.
A câmara alta do Congresso deve realizar mais uma votação nas próximas horas sobre a proposta republicana para reabrir o governo federal, a qual já foi rejeitada 14 vezes, levando a uma diminuição das expectativas de aprovação. Para que as medidas sejam aprovadas, são necessários 60 votos, e os republicanos precisariam do apoio de mais cinco democratas, além daqueles que já se mostraram favoráveis à sua proposta anterior de financiamento temporário.
O líder dos democratas no Senado, Chuck Schumer, tem feito repetidos apelos a Trump para que se reúna com os democratas, o que o presidente tem ignorado. Muitos senadores estão buscando uma solução para o impasse sobre o financiamento dos subsídios da Lei de Acesso à Saúde (Affordable Care Act ou Obamacare), que expirarão no final do ano.
Democratas e alguns republicanos também estão pressionando por mecanismos de salvaguarda para evitar que a administração Trump corte unilateralmente verbas para programas já aprovados pelo Congresso.
Um acordo negociado nos últimos dias entre moderados de ambos os partidos permitiria a restauração do financiamento a algumas agências responsáveis por programas consensuais. O pacote bipartidário proposto financiaria por um ano, entre outros, programas de assistência alimentar, de veteranos militares e tribunais, além de estender o financiamento estatal geral até dezembro ou janeiro.
Apesar das negociações nas últimas semanas no Congresso sobre um acordo para financiar as agências estatais paralisadas, ainda existem grandes divergências entre democratas e republicanos sobre como resolver a paralisação.
Na sexta-feira, os republicanos no Senado rejeitaram uma proposta dos democratas para terminar a paralisação, que envolvia a manutenção dos subsídios da Lei Obamacare por um ano. No 38º dia de paralisação, o líder da maioria no Senado, John Thune, descartou prontamente a proposta dos democratas, considerando-a inviável e exigindo que o financiamento fosse aprovado antes de qualquer outra ação para reabrir o governo. Chuck Schumer ofereceu aos senadores republicanos um acordo que permitiria a reabertura do governo em troca da prorrogação dos subsídios do Obamacare. “Os democratas estão dispostos a facilitar a rápida aprovação de um projeto de lei de financiamento governamental que inclua o Obamacare,” afirmou Schumer no plenário.
A pressão para encerrar a paralisação tem aumentado tanto dentro quanto fora do Capitólio, incluindo a de sindicatos, devido à suspensão ou falta de pagamento de centenas de milhares de funcionários federais, cancelamento de voos em aeroportos e, nos últimos dias, a interrupção do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP) para 42 milhões de americanos de baixa renda.
De acordo com a AP, que cita fontes próximas das negociações, os republicanos sugeriram que poderiam aceitar incluir em um acordo final uma cláusula que revertesse algumas demissões em massa de funcionários públicos determinadas pela Casa Branca.









