“Se o primeiro-ministro teme que eu venha a ser Presidente da República, talvez seja porque não esteja a exercer a sua função como deveria”, argumentou Ventura.
O candidato presidencial e líder do Chega acusou o primeiro-ministro e presidente do PSD de querer uma “marioneta” em Belém ao apelar ao voto em Marques Mendes, argumentando que está “com medo” da sua candidatura.
“Acredito que o primeiro-ministro não deveria ter entrado na campanha presidencial, isso foi um erro, e mostra que está receoso de algo. Se teme quem poderá estar na segunda volta e tem receio de eu chegar lá, é porque não está a fazer as coisas corretamente”, acusou André Ventura, em Silves, no distrito de Faro.
“Se o primeiro-ministro receia que eu seja Presidente da República, é porque talvez não esteja a cumprir o seu papel como deveria”, reiterou Ventura.
O candidato a Belém defendeu ainda que o Presidente da República “não é eleito para ter uma relação fácil com o Governo”.
“Já temos um Governo que, na minha opinião, é ineficaz na maior parte das áreas; aliás, creio que os portugueses pensam o mesmo. Se elegermos um Presidente da República para ser uma marioneta do Governo…”, previu, considerando que Marques Mendes será “uma marioneta” nesse cenário.
O presidente do Chega acusou Montenegro de estar desesperado ao apelar ao voto de socialistas e afirmou que não vai andar “desesperado a pedir os votos dos outros partidos” para chegar à segunda volta.
Ventura também criticou Henrique Gouveia e Melo, que esteve esta manhã na Feira do Relógio, em Lisboa, onde ouviu mensagens contraditórias contra André Ventura, mas também contra o sistema democrático.
“Ouvi o candidato de Gouveia e Melo numa feira com ciganos e imigrantes, onde pessoas afirmavam que os ciganos trabalhavam e contribuíam muito, e que ele era o candidato deles. Bom, parece claro agora e é bom que assim seja; que vá à Feira do Relógio e tenha o apoio dos ciganos e imigrantes. Eu quero ter o apoio dos portugueses; é esse o candidato que desejo ser”, declarou.









