– Anúncio –
Rui Borges fez uma análise, em conferência de imprensa, sobre o confronto entre o FC Porto e o Sporting da segunda mão da meia-final da Taça de Portugal. O jogo terminou em empate sem golos e o treinador começou por comentar a defesa crucial de Rui Silva e a celebração dos colegas com o guarda-redes:
«É natural, mas não é a única coisa que reflete a amizade deste grupo. Já enfrentamos azar com lesões. Soube-se sofrer, jogando de forma organizada e coesa. Na primeira parte, controlámos o jogo com posse de bola e fui da opinião que fomos melhores. Rui Silva terminou o jogo com alguns problemas físicos. É apenas isso. No banco, a tensão é natural. São duas grandes equipas em busca de um lugar na final, com o público a apoiar em casa. É compreensível que exista tensão e intensidade de ambas as partes, o que faz parte do jogo, desde que permaneça dentro de limites razoáveis.»
Depois, ressaltou que os leões jogaram para vencer e discutiu a dificuldade que a reta final da temporada representa:
«As dificuldades são para todos. Há jogos com equipas que lutam pela sobrevivência, outras que almejam a Europa e algumas que brigam pelo campeonato. À medida que o campeonato avança, a exigência dos jogos se torna cada vez maior. O valor dos pontos está inflacionado para todos. É uma realidade que afeta a todos, e os jogos se tornarão mais desafiadores. Haverá momentos em que jogaremos bem e outros em que não. Faz parte, especialmente nesta fase final da liga. Muitos contratempos afetarão a todos, não apenas nós. Precisamos saber lidar com isso e lutar. Devemos dar sempre o nosso melhor. A aspiração era vencer, e a primeira parte demonstrou isso. Contudo, era previsível que fisicamente estivéssemos um pouco menos na segunda parte. Quanto às substituições, ficamos um pouco limitados pelas duas interrupções obrigatórias. O que fizemos foi necessário devido a problemas com Inácio e Morten. Apenas podia fazer mais uma troca para três alterações. O Luís, o Trincão, o Maxi e o Quaresma estavam todos esgotados. O Luis decidiu que iria até ao fim e cumpriu, lutou como poucos e deu o máximo em campo.»
Sobre o retorno de Geovany Quenda ao time titular após cinco meses, Rui Borges comentou:
«Sinceramente, acho que até surpreendeu. Teve um desempenho muito bom, foi um belíssimo jogo com e sem bola. Expectava-se que jogasse menos tempo, mas a energia dele estava num nível razoável e decidimos mantê-lo mais alguns minutos. Estava até melhor do que esperávamos. Estrategicamente, era um extremo que ajudou a manter a largura, especialmente contra o FC Porto. Um jogador que é diferente dos que têm jogado com mais frequência. Conseguimos desbloquear a pressão frequentemente por esse lado, proporcionando mais velocidade nos ataques. Apesar de estar voltando de lesão e não ter ainda toda a energia para provocar profundidade, é um jogador importante. Nos deu momentos de largura e uma nova dinâmica ofensiva.»
O treinador também se referiu às declarações de Francesco Farioli sobre ‘perdas de tempo’ por parte do Sporting:
«São opiniões, não tenho muito a acrescentar. A primeira parte do Sporting foi melhor com a bola, enquanto o FC Porto foi superior na segunda, resultando num jogo bastante competitivo.»
Ao responder a uma questão do Bola na Rede, falou sobre como o FC Porto pressionou na saída de bola dos leões:
«É algo que era esperado, é uma característica do Porto. Eles costumam rodar à direita, principalmente com Alberto. Sabíamos que, hoje, era possível devido à inclusão de Kiwior na lateral esquerda. Enquanto tivemos energia, tivemos uma grande primeira parte em termos de qualidade ofensiva e das dinâmicas implementadas.»
Quando questionado sobre o impacto do resultado na confiança de ambas as equipas, Rui Borges disse:
«Não sei, não posso afirmar. Minha preocupação é apenas com a minha equipe e na recuperação deles. Este mês tem sido anormal, não apenas pela quantidade de jogos, mas também pela exigência contra adversários variados e as lesões que enfrentamos. Muitas são traumáticas e além do nosso controle. Isso é frustrante, porque em certas ocasiões poderíamos ter controlado algumas situações. Lesões são constantes, mas muitas que tivemos não conseguimos administrar, o que acaba nos frustrando. Mas, reitero, o espírito da equipe tem sido incrível e eu tenho muito orgulho de ser o treinador desses jogadores.»
Por fim, destacou que o foco agora está na visita ao AVS SAD no próximo domingo:
«Vou descansar e focar no Aves SAD, com respeito pelo Torreense e pelo Fafe. Acredito que qualquer um que vencer estará muito próximo da final. Minha prioridade é o próximo jogo do campeonato, pois queremos vencer e já enfrentamos muitas contrariedades. O FC Porto teve um bom desempenho, mas condicionamos muito suas ações, não permitindo que criassem grandes oportunidades. No primeiro tempo, apenas houve um lance de perigo nos 47 minutos, e numa outra situação facilitamos um pouco.»









