Vorcaro foi preso na noite de segunda-feira no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, enquanto tentava deixar o país em um jato particular, apenas algumas horas após o anúncio da venda do Banco Master para um consórcio liderado pelo grupo brasileiro Fictor Holding Financeira.
O banqueiro foi detido como parte de uma operação da Polícia Federal que combate a emissão de títulos de crédito falsos por instituições financeiras dentro do Sistema Financeiro Nacional.
Até o momento, Vorcaro e outras cinco pessoas foram presos, com contas bloqueadas totalizando 12,2 bilhões de reais (2,301 bilhões de dólares), além da apreensão de veículos de luxo, obras de arte, relógios de alto valor e dinheiro em espécie.
Após sua captura, o Banco Central do Brasil ordenou hoje a liquidação extrajudicial do Banco Master e bloqueou os ativos de seus administradores atuais e antigos.
Essa medida automaticamente interrompe qualquer negociação de venda em andamento, incluindo a operação anunciada pela Fictor Holding Financeira.
O negócio envolvia um investimento imediato de 3 bilhões de reais (485 milhões de euros) para permitir que o grupo Fictor adquirisse todas as ações de Vorcaro, com a participação de investidores dos Emirados Árabes Unidos.
Isso daria ao grupo o controle do banco, embora a transação ainda exigisse aprovação do Banco Central e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica.
De acordo com a declaração da Polícia Federal, as investigações começaram em 2024 a pedido da Procuradoria Geral da República, que buscou investigar a possível criação de carteiras de crédito não lastreadas.
A operação que desmantelou a rede inclui cinco mandados de prisão preventiva, dois mandados de prisão temporária e 25 buscas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.









