Sem a interrupção de 1974, Portugal não disporia de posições de relevância no cenário global”, destaca Marcelo.

Sem a interrupção de 1974, Portugal não disporia de posições de relevância no cenário global", destaca Marcelo.

O Presidente da República encerrou o EuroAmericas Forum 2025 nesta terça-feira, uma iniciativa do Conselho da Diáspora Portuguesa, apresentando um panorama do que vivenciou nos dez anos em que exerce a função de chefe de Estado.

Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, concluiu nesta terça-feira a segunda edição do EuroAmericas Forum 2025, que teve lugar na Nova SBE, em Carcavelos, com o JE como parceiro de mídia.

Com o tema da longevidade em destaque, Marcelo mencionou que esta é “uma oportunidade global”. Ele enfatizou que o tópico não se restringe apenas a um domínio científico, de saúde ou demográfico: “levanta questões à saúde e à segurança social, mas também traz oportunidades”, sublinhou o chefe de Estado.
“Nós, os mais velhos, vivemos num mundo bipolar entre os EUA e a União Soviética durante três décadas, testemunhamos a queda do muro de Berlim e a ascensão dos tigres asiáticos. O crescimento, o desenvolvimento, o choque tecnológico e a intensificação das divisões globais: vivenciamos tudo isso”, afirmou.

Ao refletir sobre sua década de mandato, Marcelo fez um apanhado do cenário observado desde 2016: “Todos enfrentamos o retorno do protecionismo, do nacionalismo, da rejeição ao diferente, do poder dos mais fortes e do colapso em muitas nações. O que antes era considerado incorreto agora é visto como correto: há uma esquizofrenia nos dias de hoje. Em vez do G7, G8 ou G20, temos um G2 (EUA e China) ou um G2 e meio com a Rússia se ajustando a esses dois. Este duopólio não elimina o restante do mundo, nem a UE, por maiores que sejam suas fragilidades”.

Retornando ao tema da longevidade, Marcelo acredita que existem aspectos que “as modas não apagam completamente”. “A longevidade traz consigo elementos que são permanentes. A percepção do tempo ajuda a relativizar as incertezas do presente. O presente pode ser relativo, mas a longevidade não é”, destacou.

“Sem a ruptura de 1974, não teríamos posições de influência no nível mundial e europeu, mas, antes disso, já éramos reconhecidos globalmente. A nossa longevidade tem cumplicidade, possui um fundamento, mas é necessário construir novas pontes todos os dias para sustentá-la”, enfatizou.

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