“A Inspeção-Geral da Educação e Ciência determinou a abertura de um inquérito sobre o incidente, a pedido do Diretor-Geral da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares”, revelou o gabinete do Ministro da Educação em resposta.
Na sexta-feira, Carlos Silveira, diretor do Agrupamento de Escolas de Souselo, em Cinfães, distrito de Viseu, onde um menino teve os dedos amputados na segunda-feira, indicou a abertura de uma investigação interna “para apurar os fatos.”
A situação foi relatada por Nivia Estevam, que se identificou no Instagram como a “mãe da criança de 9 anos que teve os dedos amputados dentro da escola em Portugal”, no município de Cinfães.
“Dois colegas fecharam a porta nos dedos do meu filho” quando ele foi ao banheiro, impedindo-o “de sair e pedir ajuda,” explicou Nivia Estevam em uma postagem, acrescentando que o menino “perdeu muito sangue e teve que rastejar para fora sob a porta com os dedos já amputados”.
O menino passou por três horas de cirurgia no Hospital de São João, no Porto, e espera-se que tenha “consequências físicas e psicológicas”, afirmou, buscando assistência legal para lidar com a situação.
De acordo com Nivia Estevam, o episódio de segunda-feira ocorreu após ter feito reclamações anteriores sobre “puxões de cabelo, chutes e estrangulamento,” sem que a escola tivesse tomado alguma atitude”.
Natacha Nunes Costa | 14:45 – 14/11/2025
A mãe criticou o fato de que, na segunda-feira, a escola não chamou a polícia, não explicou a gravidade da situação (que ela só percebeu a caminho do hospital) e que a equipe limpou o “local do incidente”.
“A escola está tratando isso como uma brincadeira que saiu errado”, lamentou.
Carlos Silveira não forneceu mais esclarecimentos sobre o que ocorreu na segunda-feira, citando a investigação interna em andamento, mas assegurou que “os serviços de emergência foram rapidamente chamados” e que a escola seguiu os procedimentos adequados.
“Não há polícia em Cinfães, apenas GNR. Quando o INEM [Instituto Nacional de Emergência Médica] é chamado, se considerar uma situação grave, automaticamente contata as forças de segurança”, explicou.
Lusa | 14:12 – 14/11/2025
O pedido de assistência de Nivia Estevam foi ouvido e um grupo de 15 advogados já se ofereceu para lidar com o caso.
“Vamos apresentar uma queixa ao Ministério Público e cuidar do processo administrativo, da responsabilidade civil da escola em termos de supervisão, e do processo civil”, declarou a advogada Catarina Zuccaro.
Quanto ao aspecto criminal, os advogados avaliarão possíveis ações, dado que “as partes envolvidas são menores,” mas devem ser responsabilizadas, acrescentou.
“Nós somos 15 advogados que atuarão. Cada equipe cuidará de uma parte: criminal, administrativa e civil,” explicou Catarina Zuccaro.









