“O primeiro grande desafio que enfrentamos é a habitação acessível e a qualidade de vida. Sabemos que, hoje em dia, para muitos jovens, o maior obstáculo à independência é encontrar uma casa a um preço justo,” afirmou Alexandre Favaios durante o seu discurso de tomada de posse no Teatro Municipal de Vila Real.
O Partido Socialista (PS) venceu as eleições de 12 de outubro em Vila Real, garantindo quatro mandatos, seguido pelo Partido Social Democrata (PSD) com dois, e o Chega com um.
Alexandre Favaios já tinha assumido a presidência da câmara municipal em junho, após a eleição de Rui Santos como membro da Assembleia da República.
Rui Santos conquistou a câmara para o PS em 2013, pondo fim a 37 anos de administração PSD, e foi também empossado hoje como presidente da Assembleia Municipal.
“Hoje, ao assumir o cargo de presidente da Câmara de Vila Real, faço-o com emoção, humildade e um profundo sentido de responsabilidade para com esta terra que tanto amo,” enfatizou Alexandre Favaios.
O presidente mencionou que existem novos desafios a enfrentar atualmente, como a habitação, o emprego qualificado e o posicionamento de Vila Real “no lugar certo,” destacando que o município está situado “num ponto crucial na zona Norte” e visa tornar-se um importante polo em termos económicos, sociais e políticos.
Para enfrentar estes desafios, recordou as “100 medidas concretas” propostas pelo PS durante esta campanha e assegurou que são “compromissos claros.”
Sobre o desafio habitacional, Alexandre Favaios afirmou que a nova administração “está preparada.”
“Portanto, iremos avançar imediatamente com o Bloco J na Quinta do Centenário, habitação dedicada a jovens com rendas controladas. Vamos implementar o programa Renda J, específico para arrendamentos de jovens, e o programa Minha Casa, que apoiará não só arrendatários mas também aqueles que cobrem custos de empréstimos à habitação, garantindo uma regulação transparente e justa,” enumerou.
Ele também anunciou a criação de benefícios fiscais municipais para construtores imobiliários que reservem parte das suas construções para o mercado de custos controlados.
“E vamos rever os instrumentos de ordenamento do território para incluir novas áreas de habitação pública e acessível. Viver em Vila Real não será um privilégio; será um direito,” declarou.
No entanto, de acordo com o presidente, “não há município que tenha futuro se não gerar oportunidades económicas,” sublinhando a conclusão, no primeiro trimestre de 2026, da nova área de acolhimento empresarial com 86 lotes.
“Durante este mandato, iniciaremos a segunda fase, com mais 50 lotes, um investimento estratégico para a próxima década,” destacou, salientando que este investimento irá atrair empresas, resultando em mais empregos e crescimento económico.
Uma equipe especializada em diplomacia económica será também criada, com base no Conselho Económico e Social Municipal, que estará exclusivamente dedicada a buscar investidores e, assim, garantir o crescimento económico do município.
“Vila Real tem tudo para ser um destino de excelência. Vamos promover o Douro, as montanhas, corridas de automóveis e a nossa identidade cultural e patrimonial, criando novas experiências e valorizando a economia local,” enfatizou.
Ele também anunciou a instalação de um albergue para peregrinos no Caminho de Santiago Interior e a manutenção do foco estratégico nas Corridas de Vila Real como “a principal atratividade da notoriedade e visibilidade da marca Vila Real, investindo na sua internacionalização.”
Alexandre Favaios declarou que “a época das querelas políticas” acabou e que agora é “tempo de trabalhar por Vila Real.”
“Temos que falar com as pessoas e não apenas lhes falar,” destacou ainda.









