Sinal do Fed para crescimento das demissões e dos custos nos EUA

Sinal do Fed para crescimento das demissões e dos custos nos EUA

O banco central dos Estados Unidos relatou no seu “Livro Bege” que, em muitas regiões do país, um número crescente de empregadores tem reduzido suas equipes, seja por meio de despedimentos ou pela saída natural de funcionários que não foram substituídos.

A Fed apresentou hoje um panorama desalentador da economia americana, destacando as demissões e o aumento dos preços em sua análise regular baseada em relatos de agentes econômicos.

De acordo com a instituição, “na maioria das regiões [dos EUA], um número crescente de empregadores relataram ter reduzido os seus quadros, através de despedimentos ou de saídas naturais” de pessoas que não foram substituídas.

Além disso, os empregadores estão cada vez mais optando por contratar trabalhadores temporários ou em part-time ao invés de fazer novas contratações em tempo integral.

Em várias regiões, setores como hotelaria e restauração, agricultura, construção e indústria enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra, “devido às recentes alterações na política migratória”, apontou a Fed, fazendo referência à postura rigorosa do governo Trump em relação à imigração, que inclui a repressão aos imigrantes indocumentados e restrições à imigração legal.

Esta análise sobre o mercado de trabalho da maior economia do mundo é divulgada em um momento em que o relatório oficial sobre emprego está ausente devido à paralisia orçamentária (“shutdown”).

Por isso, os responsáveis monetários têm que se basear mais em outros indicadores para entender a situação do país.

Com as novas tarifas impostas pelo governo do Presidente dos EUA, as empresas continuam a adotar estratégias variadas, como relatado: “Algumas (…) mantêm os seus preços praticamente inalterados, para preservar sua quota de mercado, apesar da resistência dos consumidores”, que relutam em gastar mais. Outras, especialmente nas indústrias e na distribuição, “transferem totalmente os custos adicionais (…) para os consumidores”.

Nesse contexto, o consumo geral apresentou uma retração, exceto pelas vendas de automóveis elétricos, que foram impulsionadas por incentivos fiscais.

A situação é bastante desigual. Enquanto as pessoas mais ricas mantiveram “sólidos” gastos em viagens e hotéis de luxo, os lares de baixos rendimentos ou da classe média continuam a procurar promoções, devido ao aumento dos preços e à crescente incerteza económica, conforme relatado pela Fed. As informações foram coletadas até o dia 6 de outubro.

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