Aprimore-se as vozes, pois é cantando em conjunto que vamos iniciar. Crianças e adultos são todos convidados a participar no “coro de cidadãos” que se fará ouvir em uníssono numa assembleia musical. O concerto de Beatriz Pessoa O Coro – Missão: Democracia estreará em abril, apresentando canções originais interpretadas pelos músicos e pelo público. Este espetáculo dá início a um ciclo inspirado na coleção de livros editada pela Assembleia da República, a qual, por ocasião dos 50 anos do 25 de Abril, reuniu escritores e ilustradores portugueses para criar histórias infantis sobre vários temas de cidadania. As apresentações ocorrem de 23 a 26 de abril, na quinta e na sexta às 11h, no sábado às 19h, e no domingo às 17h.
O ciclo se estenderá até abril de 2028, incluindo espetáculos de música, teatro e dança, além de projetos de participação e reflexão para diferentes faixas etárias. “Queremos dialogar sobre a atualidade com as crianças. Encaramos o teatro como uma moldura para refletir sobre o mundo, um espaço para questionar – mesmo que isso seja desafiador – e como polis, um lugar de encontro onde as crianças podem oferecer respostas que vão além das expectativas dos adultos,” explica Madalena Wallenstein, programadora e coordenadora do projeto educativo do Centro Cultural de Belém. “Neste ciclo, enfatizamos a cultura como um espaço de integridade e pertencimento, aquilo que nos une e nos eleva enquanto humanidade. As artes demonstram empatia. E a democracia é a mais bela utopia de todas.”
O 25 de Abril será celebrado com Cidade cultural participativa (sábado, às 11h), conversas-debates informais nos jardins do CCB, que continuarão com um piquenique nos relvados. Em maio, ocorrerá a oficina Missão: Literacia democrática e literária nas escolas, com Dora Batalim SottoMayor e Sara Ludovico (curadora e coordenadora da coleção de livros da Assembleia da República), além da estreia da peça de teatro Constituição de Isabel Costa. Em julho, durante a semana de férias, haverá a oficina E se fôssemos a votos?, com Rachel Caiano (ilustração), Clara Bevilaqua (dança), Nuno Cintrão (música) e José Leite (teatro).
Nas temporadas seguintes, artistas como Sara Barros Leitão, Catarina Sobral, Emmy Curl e António Jorge Gonçalves abordarão temas como leis, ditadura e liberdade. Porque a utopia precisa ser contada às novas gerações.








