Imported Article – 2026-01-23 05:14:15

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Tumores no corpo humano contêm células imunológicas chamadas macrófagos, que são naturalmente capazes de atacar o câncer. No entanto, o ambiente do tumor suprime essas células, impedindo-as de cumprir sua função. Pesquisadores da KAIST agora descobriram uma maneira de superar essa barreira, transformando diretamente as células imunológicas já presentes nos tumores em terapias ativas contra o câncer.

A KAIST (presidida por Kwang Hyung Lee) anunciou no dia 30 que uma equipe de pesquisa liderada pelo Professor Ji-Ho Park, do Departamento de Engenharia Biológica e Cerebral, desenvolveu uma nova abordagem de tratamento. Quando um medicamento é injetado diretamente em um tumor, os macrófagos já presentes no corpo absorvem o medicamento e começam a produzir proteínas CAR (um dispositivo que reconhece o câncer). Esse processo os converte em células imunológicas anticâncer conhecidas como “CAR-macrófagos.”

Por que Tumores Sólidos são Tão Difíceis de Tratar

Os tumores sólidos — incluindo cânceres gástricos, de pulmão e de fígado — formam estruturas densas que bloqueiam a entrada e o funcionamento eficaz das células imunológicas. Devido a essa barreira física e biológica, muitas terapias existentes com células imunológicas têm dificuldades em atuar bem contra esses tipos de câncer.

CAR-macrófagos surgiram como uma imunoterapia de próxima geração promissora. Diferente de algumas células imunológicas, os macrófagos podem diretamente engolfar e destruir células cancerígenas. Eles também estimulam células imunológicas próximas, ajudando a amplificar a resposta anticâncer geral do corpo.

Apesar de seu potencial, as terapias atuais com CAR-macrófagos dependem da extração de células imunológicas do sangue do paciente, do crescimento dessas células em laboratório e da modificação genética antes da reinfusão. Esse processo é demorado, caro e difícil de escalar, o que limita sua praticidade para muitos pacientes.

Reprogramação de Células Imunológicas Diretamente Dentro do Corpo

Para contornar esses desafios, a equipe da KAIST se concentrou nos “macrófagos associados ao tumor”, que se acumulam naturalmente ao redor dos tumores. Os pesquisadores desenvolveram um método para reprogramar essas células diretamente no corpo em vez de modificá-las externamente.

Essa abordagem utiliza nanopartículas lipídicas — projetadas para serem facilmente absorvidas pelos macrófagos — carregadas com mRNA que contém instruções de reconhecimento do câncer e um composto que ativa o sistema imunológico.

Conforme descrito pelos pesquisadores, esse método cria CAR-macrófagos ao “converter diretamente os próprios macrófagos do corpo em terapias celulares anticâncer dentro do corpo.”

Supressão do Tumor Forte em Estudos com Animais

Quando o tratamento foi injetado nos tumores, os macrófagos rapidamente absorveram as nanopartículas e começaram a produzir proteínas que identificam células cancerígenas. Ao mesmo tempo, a sinalização imunológica foi ativada. Os “CAR-macrófagos aprimorados” resultantes mostraram uma capacidade de matar câncer muito mais forte e estimularam células imunológicas adjacentes, levando a uma poderosa resposta anticâncer.

Em modelos animais de melanoma (a forma mais perigosa de câncer de pele), o crescimento do tumor foi significativamente reduzido. Os pesquisadores também encontraram evidências de que a resposta imunológica poderia se estender além do tumor tratado, sugerindo o potencial para uma proteção imunológica mais ampla no corpo.

Uma Nova Direção para a Imunoterapia do Câncer

O Professor Ji-Ho Park afirmou: “Este estudo apresenta um novo conceito de terapia com células imunológicas que gera células imunológicas anticâncer diretamente dentro do corpo do paciente.” Ele acrescentou que “é particularmente significativo no sentido de que supera simultaneamente as principais limitações das terapias existentes com CAR-macrófagos — eficiência de entrega e o ambiente tumoral imunossupressor.”

Detalhes do Estudo e Financiamento

O estudo foi liderado por Jun-Hee Han, Ph.D., do Departamento de Engenharia Biológica e Cerebral da KAIST como autor principal. Os achados foram publicados em 18 de novembro no ACS Nano, uma revista internacional focada em nanotecnologia.

A pesquisa foi apoiada pelo Programa de Pesquisadores de Meio de Carreira da Fundação Nacional de Pesquisa da Coreia.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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