Ao concluir um almoço privado com o candidato presidencial Cotrim Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, o embaixador da Dinamarca em Portugal, Lars Steen Nielsen, destacou que o mundo se apresenta hoje como “um lugar mais imprevisível”.
O embaixador alertou que as ameaças dos EUA à Gronelândia são um “assunto muito importante” não apenas para o futuro do território nórdico, mas também para a Europa e a NATO.
“Como europeus, devemos nos unir”, enfatizou.
Lars Steen Nielsen esclareceu a Cotrim Figueiredo a posição do Governo dinamarquês em relação às ameaças norte-americanas e aproveitou para agradecer ao Governo de Luís Montenegro pela solidariedade demonstrada em relação à Dinamarca.
Esse agradecimento também foi dirigido ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a quem atribuiu uma “grande importância” em questões externas.
“Temos dialogado com ele e ele tem prestado seu apoio”, destacou.
O embaixador ainda ressaltou a necessidade de levar a sério as ameaças do Presidente dos EUA, Donald Trump, um ponto que o Governo dinamarquês está considerando.
Trump tem gerado preocupação entre os aliados ao não descartar a possibilidade de uso da força militar para tomar a Dinamarca este território autônomo, que é membro da NATO.
O líder norte-americano afirmou que o controle da ilha, rica em recursos, é crucial para a segurança nacional dos EUA, especialmente diante da crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.
A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, advertiu que um ataque militar norte-americano para apropriar-se da Gronelândia poderia significar o fim da aliança militar ocidental que perdura há 76 anos.
Os líderes dos cinco partidos políticos representados no Parlamento da Gronelândia (Inatsisartut) manifestaram apoio ao direito dos habitantes do território autônomo dinamarquês de decidirem sobre seu futuro em face das ameaças de Donald Trump.









