O presidente dos Estados Unidos reunirá seu gabinete na terça-feira para discutir opções. Uma intervenção militar parece estar entre as alternativas, embora o regime tenha advertido que retaliará.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá realizar uma reunião com altos funcionários de sua administração nesta terça-feira para avaliar opções específicas em resposta aos protestos no Irã, conforme informou o ‘Wall Street Journal’, citando autoridades norte-americanas.
O objetivo do encontro será discutir possíveis próximos passos, incluindo ataques militares, uso de armas cibernéticas secretas contra instalações militares e civis iranianas, a imposição de novas sanções ao governo do Irã e o fortalecimento de fontes antigovernamentais online, de acordo com o jornal.
Trump, que nos últimos dias ameaçou intervir repetidamente, postou nas redes sociais no último sábado: “O Irã está desejando LIBERDADE, talvez como nunca antes. Os EUA estão prontos para ajudar!!!”
Os distúrbios no Irã já resultaram em mais de 500 mortos, segundo um grupo de direitos humanos neste domingo, enquanto Teerã ameaçou atacar bases militares norte-americanas caso Trump cumpra suas ameaças de intervir em favor dos manifestantes.
Com o clero da república islâmica enfrentando as maiores manifestações desde 2022, Trump ameaçou intervir caso a força fosse usada contra os manifestantes. De acordo com dados mais recentes de ativistas dentro e fora do Irã, o grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, confirmou a morte de 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, além de mais de 10.600 detenções em duas semanas de protestos. Até o momento, o Irã não revelou números oficiais.
Os protestos começaram em 28 de dezembro em resposta ao aumento dos preços causado pela desvalorização da moeda, antes de se voltarem contra os governantes religiosos que estão no poder desde a revolução de 1979. Como de costume, as autoridades iranianas acusam os Estados Unidos e Israel de instigar os distúrbios.









