O Governo vai investir 25 milhões de euros na adoção de inteligência artificial (IA) na Administração Pública, conforme anunciado pelo ministério da Reforma do Estado.
O investimento destina-se ao desenvolvimento de aplicações concretas, que vão desde agentes de apoio à contratação pública até à automatização de faturas, de acordo com o documento divulgado.
O executivo tem como objetivo criar um plano de formação em IA para os trabalhadores da Administração Pública, visando “valorizar todos os trabalhadores no processo de transformação tecnológica em curso e não substituir pessoas por tecnologia”.
A formação será prática e focada no cotidiano, ensinando como utilizar a IA para reduzir tarefas administrativas, apoiar a tomada de decisão e melhorar o atendimento aos cidadãos.
O ministério esclarece que “não se trata de formar programadores”, mas de “oferecer ferramentas úteis a dirigentes, técnicos e assistentes, adaptadas às diferentes funções”.
“Este plano garante que a IA seja usada como um instrumento de valorização profissional, permitindo que as pessoas se dediquem a tarefas de maior valor humano, como atendimento, análise crítica e apoio às pessoas”, afirma o gabinete ministerial.
De acordo com o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, mencionado no documento, “a introdução de IA, tanto na Administração Pública quanto nas empresas em geral, é um fator crucial para o desenvolvimento do país, e Portugal tem potencial para se tornar líder em várias áreas de IA”.
A Agenda Nacional de Inteligência Artificial (ANIA), publicada hoje em Diário da República, prevê a escalabilidade de aplicações em “áreas críticas transversais”, incluindo “contratação pública, faturas, recrutamento e licenciamentos”, incorporando o AMALIA “quando aplicável”, e lançando novos concursos públicos para soluções inovadoras.









