André Ventura, candidato presidencial e líder do Chega, anunciou no sábado que tornará pública a lista de donativos para sua campanha por meio de um site, desafiando seus adversários a fazerem o mesmo.
“Estou completamente disponível para divulgar a lista de donativos para a campanha. No fim, no meio, quando vocês entenderem. Agora não faz ainda muito sentido, pois a campanha ainda não começou. Quando for o momento, divulgaremos toda a lista, e eu desafio os meus opositores a fazer o mesmo”, afirmou Ventura.
O líder do Chega fez essas declarações durante uma arruada em Moscavide, no concelho de Loures, onde foi questionado sobre as declarações da candidata presidencial Catarina Martins, que enfatizou a importância da transparência no financiamento das campanhas eleitorais, além das questões relacionadas aos rendimentos dos candidatos.
Ventura destacou que durante a campanha presidencial há apoios que vêm dos partidos, quando disponíveis, bem como donativos de pessoas individuais, respeitando o limite legal. “No nosso caso, tudo é registrado de forma informática por meio de um site, garantindo transparência e clareza”, declarou.
Na visão de Ventura, “quem constantemente pede transparência do Estado também precisa exigir o mesmo das candidaturas”. “Portanto, na minha campanha, também vou ter essa vontade de transparência”, reforçou.
O candidato mencionou que existem declarações entregues na Entidade de Contas, onde todas as contas da campanha devem ser apresentadas, mas nesta eleição se alcança um “nível superior”. “É necessário divulgar quem apoia a campanha, quais são esses apoiadores e quais interesses têm. Estou completamente disponível para isso, independentemente de quem seja, não só para aqueles que apoiam, mas também para aqueles que trabalham e ajudam na campanha, para que fique claro para o país que nada me condicionará”, sustentou.
Ventura ainda recordou que entrega declarações de rendimentos há muitos anos, por ser deputado na Assembleia da República.
As questões de transparência têm sido um tema recorrente nos últimos dias da pré-campanha para as eleições presidenciais, especialmente após Luís Marques Mendes, candidato apoiado pelo PSD/CDS-PP, divulgar uma lista com 22 clientes de sua empresa e desafiar seus adversários a fazerem o mesmo.
“Mais do que a questão dos clientes, é o condicionamento que isso parece ter, como se estivesse preso por ser verdadeiramente o candidato do sistema e do regime”, criticou André Ventura.
Questionado sobre as declarações do primeiro-ministro, que em Kiev afirmou que “nada obsta” ao envio de militares portugueses para a Ucrânia em tempo de paz, Ventura disse que não concorda com o envio de militares durante o conflito, mas destacou que Portugal precisa fornecer “apoio financeiro, médico ou diplomático” à Ucrânia.
A arruada em Loures, onde Ventura foi vereador antes de se desligar do PSD, terminou em frente a uma esquadra da PSP, onde foi cumprimentado por vários cidadãos que pediam para tirar selfies, enquanto cerca de quarenta apoiantes presentes entoavam cânticos de “vitória”.









