Os sindicatos CGTP e UGT convocaram uma greve geral para o dia 11 de dezembro em resposta à proposta de reforma da legislação laboral do governo.
O plano da CGTP, revelado hoje, propõe ações às 10h, incluindo concentrações e manifestações em Braga, Lisboa e Viana do Castelo.
Meia hora depois, estão previstas mais ações em Guarda e Setúbal, além de três outras nos Açores (horário local, uma hora à frente em Lisboa), especificamente em Ponta Delgada, Angra e Horta.
Às 11h, os protestos começarão em Beja, Coimbra e Santarém.
Ações em Faro, Guarda, Portalegre e Madeira estão agendadas para começar às 11h30.
Eventos também estão planejados para as 14h30 em Évora e Lisboa, onde ocorrerá uma manifestação entre o Rossio e a Assembleia da República.
O sindicato indicou que novas ações começarão às 15h em Aveiro (duas), Porto e Setúbal.
Às 16h, está prevista uma concentração em Viseu, seguida de outra às 16h30 em Leiria.
Após o anúncio da greve geral, o Ministério do Trabalho apresentou à UGT uma nova proposta, contendo algumas mudanças no esboço apresentado em julho. No entanto, o sindicato afirmou que era “muito pouco” para cancelar a greve.
A proposta inclui concessões em questões como a simplificação de despedimentos em empresas de médio porte ou a redução das horas de formação exigidas em microempresas. Além disso, abre a possibilidade de reintegração de três dias de férias vinculados à assiduidade abolidos durante a era da ‘troika’, entre outras mudanças. Contudo, mantém várias medidas amplamente criticadas pelos sindicatos, como a reinstalação de bancos de horas individuais e a revogação da regra que restringe a subcontratação em caso de despedimentos.
O governo argumentou que a greve é “in oportuna” e politicamente motivada.









