O Orçamento Estadual Sairá Muito “Semelhante ao que Entrou” – PPulse

O Orçamento Estadual Sairá Muito "Semelhante ao que Entrou" - PPulse

Durante um evento de campanha no Mercado do Benfica, a candidata presidencial apoiada pelo Bloco de Esquerda (BE) destacou a questão dos custos alimentares, enfatizando-a como “um problema”, afirmando que o orçamento resultante de acordos parlamentares entre PSD, CDS/PP, Chega e PS “torna a vida mais difícil para quem vive de salários e pensões.”

<p“Existem acordos no Parlamento que estão a impedir a aprovação de propostas da oposição. Isso significa que o Orçamento provavelmente ficará muito semelhante ao que entrou. Não faz nada pelos salários e pensões, e também não aborda o custo dos alimentos, os preços nos supermercados, as contas de eletricidade, os rendimentos das casas ou os pagamentos de hipoteca,” exemplificou.

“É um orçamento que agrava os problemas do país, tornando a vida mais difícil para aqueles que tentam sobreviver com os seus salários,” insistiu a candidata à presidência nas eleições de 18 de janeiro de 2026.

Sobre a atividade de campanha no Mercado do Benfica, Catarina Martins disse que foi às compras para chamar a atenção para o atual custo de vida.

“Precisamos de discutir isso na campanha presidencial, e um candidato a Presidente não pode estar desconectado de um dos maiores desafios do país, que são os preços. Alimentos, bens essenciais. As pessoas fazem orçamentos para chegar ao final do mês. As compras semanais estão cada vez mais caras,” explicou.

“Precisamos de destacar isto. A política não pode ser autocentrada. Os políticos não podem passar a vida a falar sobre si mesmos. Devem falar sobre a vida real das pessoas. Vim a um mercado porque, num mercado, muitas vezes é possível comprar frutas e verduras a preços mais acessíveis do que em outros lugares,” acrescentou.

Catarina Martins mencionou que até os vendedores do mercado concordam que os preços estão altos.

“Eles certamente não são os culpados pelos aumentos de preços. Mas em Portugal, devemos encarar o fato de que há um oligopólio na grande distribuição. Existem alguns grupos económicos que dominam a distribuição alimentar no país enquanto arrecadam milhões em lucros, por um lado, e, por outro, temos salários muito baixos,” argumentou.

“Temos salários muito mais baixos do que a maioria dos países da União Europeia, no entanto, pagamos o mesmo quando vamos às compras. Esta questão precisa ser abordada na campanha presidencial. Porque um dos maiores problemas do país é o custo das compras, supermercados, eletricidade—tudo está cada vez mais caro. Este deve ser um tema, pois precisamos de uma política que aborde as dificuldades das pessoas.”

Acompanhada por vários membros da sua campanha durante a visita ao Mercado do Benfica, Catarina Martins afirmou que gastou quase 30 euros em peixe, legumes para sopa, alface e fruta.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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