O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declarou ter “total confiança no chefe da BBC”, mesmo após a emissora ter sido acusada de alterar o discurso de Donald Trump.
O candidato republicano à presidência e ex-presidente dos EUA, Donald Trump, fez gestos durante um comício em Richmond, Virgínia, em 2 de março de 2024. REUTERS/Jay Paul
A BBC enfrentou críticas por editar seletivamente um discurso de Donald Trump, com a intenção de implicar que ele teria incentivado o ataque ao Capitólio dos EUA, conforme relatado por um ex-consultor da emissora, segundo o The Guardian.
Uma edição do programa Panorama, exibida uma semana antes das eleições presidenciais dos EUA, mesclava trechos de um discurso de Trump proferido em 6 de janeiro de 2021. A edição sugeria que Trump teria dito à multidão: “Vamos caminhar até ao Capitólio e eu estarei lá convosco, e lutaremos. Lutaremos com todas as nossas forças”.
Entretanto, as palavras foram retiradas de segmentos do discurso com quase uma hora de diferença, omitindo a parte em que Trump pediu aos seus apoiantes que “fizessem ouvir as suas vozes de forma pacífica e patriótica”.
As preocupações acerca da edição foram levantadas em um memorando redigido por Michael Prescott, um ex-consultor independente do comitê de orientações e normas editoriais (EGSC) da BBC, que deixou o cargo durante o verão.
O memorando, inicialmente divulgado pelo Telegraph, afirma que o programa fez Trump “dizer” coisas que ele nunca realmente disse, ao editar os trechos de vídeo.
Segundo um antigo conselheiro externo, o programa Panorama combinou trechos para transmitir a impressão de que o presidente havia incentivado o ataque.
Apesar das controvérsias em torno da edição, o primeiro-ministro Keir Starmer reafirmou sua “total confiança no chefe da BBC”.









