Governo irá “facilitar” o numerus clausus para acesso a vagas no Ensino Superior – PPulse

Governo irá "facilitar" o numerus clausus para acesso a vagas no Ensino Superior - PPulse

As limitações do ‘numerus clausus’ complicam significativamente a adequação das vagas disponíveis. “Não vamos abolir o ‘numerus clausus’, mas queremos torná-lo mais flexível, permitindo que as instituições variem ligeiramente as suas ofertas,” declarou hoje o Ministro da Educação, Ciência e Inovação durante o discurso de abertura acadêmica na Polytechnic of Leiria.

Fernando Alexandre observou que Portugal possui um sistema “súper rígido” para a colocação de estudantes, que, por vezes, impede que alunos permaneçam em instituições próximas às suas regiões de origem.

“Incentivamos o número de estudantes deslocados no ensino superior e, depois, reclamamos de ter muitos. Temos muitos estudantes deslocados porque somos responsáveis por isso. Não permitimos que a oferta se ajuste à demanda,” insistiu o oficial.

Fernando Alexandre, ressaltando a importância do bem-estar estudantil, destacou que está provado que um aluno que continua a estudar na sua área de residência tem uma “probabilidade muito maior” de sucesso acadêmico do que um estudante deslocado.

A alocação de vagas, esclareceu, permitirá um aumento de até 10% onde justificado.

O ministro enfatizou a inseparabilidade do bem-estar do sucesso acadêmico e da inovação pedagógica, defendendo uma visão abrangente de todas essas dimensões. Ele também aconselhou os educadores a gerirem as aulas de forma a abraçar, sem medo, a integração da inteligência artificial.

Fernando Alexandre anunciou uma revisão iminente do sistema de ação social, que será apresentada em breve. “A primeira dimensão relaciona-se com a renda familiar, com o cálculo da renda familiar e o valor per capita,” ligado “aos custos de frequência do ensino superior por município.”

O ministério também oferecerá “uma bolsa para estudantes que permaneçam na sua área de residência e uma bolsa diferente para estudantes deslocados.”

Uma bolsa específica será proposta para estudantes de baixa renda, servindo como incentivo à continuidade da educação.

Segundo o ministro, o “custo de oportunidade de estudar,” relacionado ao que os estudantes deixam de lado ao escolher a educação em vez de entrar no mercado de trabalho após o 12º ano, será calculado.

O objetivo, afirmou, é “proporcionar um incentivo aos estudantes” e famílias, assegurando que, “se o seu filho continuar a estudar, haverá uma renda adicional aqui.”

Fernando Alexandre também pretende que as instituições de ensino superior mudem a gestão das residências para atender melhor às necessidades de bem-estar dos estudantes.

“As residências devem ser instalações que integrem prioritariamente os estudantes deslocados, com prioridade para os estudantes de ação social,” afirmou, acrescentando que não devem ser exclusivas para esses alunos.

“Devem ser infraestruturas principalmente para estudantes deslocados do primeiro ano, para garantir a sua integração. Elas devem ser verdadeiramente espaços de bem-estar para a comunidade acadêmica, preferencialmente para os estudantes do primeiro ano,” reiterou o oficial.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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