“Triste notícia para encerrar o dia. Francisco Pinto Balsemão faleceu. À família inteira, minha solidariedade e as minhas mais profundas e sentidas condolências,” escreveu Carreiras na noite de terça-feira em sua página no Facebook.
O atual prefeito, que alcançou o limite de mandatos para o município do distrito de Lisboa, acrescentou: “Francisco Pinto Balsemão foi um dos fundadores do PPD com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, meu partido de toda a vida, um verdadeiro e genuíno social-democrata, e me honrou sendo meu patrocinador nas três campanhas para a Câmara Municipal de Cascais.”
“Ele é para mim uma referência de humanismo, cidadania e um Grande Português,” concluiu Carreiras, que passará a liderança no sábado para o vice-presidente Nuno Piteira Lopes (PSD), eleito no dia 12 pela coligação Viva Cascais (PSD/CDS-PP).
Também nas redes sociais, a coligação liderada por Piteira Lopes expressou “profunda tristeza pelo falecimento de Francisco Pinto Balsemão,” que morava em Cascais.
“Uma figura notável da vida política e da mídia portuguesa, fundador do Partido Social Democrata e ex-primeiro-ministro de Portugal, Francisco Pinto Balsemão deixa um legado de integridade, dedicação ao serviço público e defesa inabalável da democracia,” diz a mensagem.
“Sua visão e compromisso com a liberdade de imprensa e o pluralismo político contribuíram decisivamente para a consolidação do regime democrático em Portugal,” acrescentou a coligação, estendendo, neste “momento de luto,” as “condolências sinceras à família, amigos e a todos que foram direta ou indiretamente inspirados por seu exemplo de cidadania e liderança.”
Francisco Pinto Balsemão, ex-líder do PSD, ex-primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, faleceu na terça-feira aos 88 anos.
Balsemão fundou o jornal semanal Expresso em 1973 durante a ditadura, a SIC, a primeira televisão privada em Portugal, em 1992, e o grupo de mídia Impresa.
Em 1974, após a Revolução de 25 de Abril, ele fundou o Partido Popular Democrático (PPD), posteriormente Partido Social Democrata (PSD), junto com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota. Ele liderou dois governos após a morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e foi membro do Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República, até sua morte.









