CGTP afirma que “todas as maneiras de resistência estão autorizadas” diante de “regresso” na normativa trabalhista

CGTP afirma que "todas as maneiras de resistência estão autorizadas" diante de "regresso" na normativa trabalhista

“Estamos diante de um regime laboral que representa um autêntico retrocesso no mundo do trabalho”, declarou o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP), Tiago Oliveira, após a audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Tiago Oliveira, novo secretário-geral da CGTP-IN, fez estas declarações durante a sessão de encerramento do 15.º Congresso da intersindical, cujo lema é “Com os Trabalhadores, Organização, Unidade e Luta! Garantir Direitos, Combater a Exploração – Afirmar Abril por um Portugal com Futuro”, que ocorreu no Pavilhão Municipal da Torre da Marinha, Seixal, em 24 de fevereiro de 2024.

O secretário-geral da CGTP reiterou que o anteprojeto de revisão da legislação laboral apresentado pelo Governo representa “um verdadeiro retrocesso” e afirmou que, além da manifestação marcada para o dia 20 de setembro, “nenhuma forma de luta está excluída”.

A central sindical expressa “grande preocupação” e “pessimismo” em relação à proposta do Governo, apelando para que este “retroceda em toda a linha” e retire o documento da discussão, salientando que “há questões que são inconstitucionais”, como os “despedimentos, a liberdade sindical e a contratação coletiva”.

“Claro que não deixámos de expor ao senhor Presidente da República essa nossa inquietação”, acrescentou Tiago Oliveira.

Como já mencionado em declarações à Lusa, o secretário-geral da CGTP solicitou ao Chefe de Estado que se pronuncie sobre o anteprojeto do Governo.

“Acreditamos que o senhor Presidente deve falar sobre o que está em discussão”, acrescentou, enfatizando que se trata de um “verdadeiro ataque aos direitos dos trabalhadores”.

Quando questionado sobre a possibilidade da CGTP se unir à União Geral de Trabalhadores (UGT) para se opor à reforma laboral, assim como sugerido pelos ex-líderes da CGTP e da UGT, Carvalho da Silva e Torres Couto, o secretário-geral destacou que, por enquanto, a “unidade” se faz “nos locais de trabalho” e incentivou os trabalhadores a participar na manifestação convocada para o dia 20 de setembro por esta central sindical.

“Nenhuma forma de luta está excluída. Neste momento, todas as opções estão em cima da mesa”, frisou, indicando que a resposta do Governo em relação às reivindicações dos trabalhadores será determinante.

Além da CGTP, o Presidente da República também se reunirá hoje com a UGT e a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) sobre este assunto.

O anteprojeto do Governo para a revisão da legislação laboral começará a ser debatido na quarta-feira com os parceiros sociais, na primeira reunião de concertação social após a apresentação da proposta, chamada “Trabalho XXI”.

Desde então, têm ocorrido reuniões bilaterais entre o Governo e os parceiros sociais, conforme confirmou uma fonte oficial do Ministério do Trabalho à agência Lusa.

As alterações propostas abrangem desde a área da parentalidade (com modificações nas licenças parentais, amamentação e luto gestacional) até ao trabalho flexível, formação nas empresas e período experimental dos contratos de trabalho, prevendo, ainda, a ampliação dos setores que passam a estar sujeitos a serviços mínimos em caso de greve.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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