O Governo aprovou, no dia 8 de janeiro, a aquisição de 275 novas viaturas para o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), num investimento de 16,8 milhões de euros, com o objetivo de fortalecer o sistema de emergência médica.
A Entidade dos Serviços Partilhados da Administração Pública (ESPAP) adjudicou a compra das 275 viaturas para o INEM a três operadores económicos, após a realização de um concurso público no ano passado, conforme informou uma fonte governamental à Lusa.
De acordo com a mesma fonte, o Conselho Diretivo da ESPAP deliberou, no dia 7 de janeiro, a adjudicação das viaturas de emergência médica à Honda Motor Europe Limited Sucursal Portugal; à SIVA – Sociedade de Importação de Veículos Automóveis, S.A.; e a um agrupamento formado pelo operadores económicos Onda Predileta Lda. e Auto Maran, S.A.
“Os adjudicatários foram notificados no dia seguinte para apresentarem a documentação necessária, bem como a caução conforme estipulado no procedimento, sendo ainda necessário aguardar pelo visto prévio do Tribunal de Contas”, acrescentou a fonte governamental.
O Governo fez o anúncio da aquisição de 163 ambulâncias, 34 viaturas médicas de emergência e reanimação (VMER) e 78 outros veículos, totalizando 275 viaturas, através do primeiro-ministro, Luís Montenegro, durante o debate quinzenal na Assembleia da República.
Luís Montenegro destacou que, “nos últimos dez anos, apenas foram adquiridos para o INEM 100 veículos, totalizando 4,2 milhões de euros”.
“Isto significa que, em uma década, foi gasto um quarto do que este Governo decidiu investir no dia 8 de janeiro. Estamos a resolver um problema crónico e a inverter um desinvestimento que herdámos, com consequências evidentes e graves”, afirmou, prometendo “reformas estruturais e transformadoras em outras áreas essenciais” até 2026.
Na semana em que ocorreu o anúncio, pelo menos três pessoas faleceram após contactarem o INEM em busca de socorro, sem que os meios chegassem a tempo.
O INEM, que lançou uma auditoria sobre um dos casos, negou responsabilidades e atribuiu a situação à falta de recursos e à retenção de macas nos hospitais.









