O Ministério Público abriu um inquérito ao caso de um utente que faleceu na terça-feira no Seixal após esperar quase três horas pelo socorro do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Numa resposta enviada à Lusa, o MP também informou que foi determinada a realização de uma autópsia médico-legal.
O incidente ocorreu na última terça-feira, quando um homem de 78 anos, residente na Aldeia de Paio Pires, Seixal, distrito de Setúbal, contactou o INEM após sofrer uma queda. A situação foi classificada como prioridade 3, que exige uma resposta em até 60 minutos.
A Lusa obteve acesso ao cronograma deste caso, que indica que o homem fez a primeira ligação ao INEM às 11:20 de terça-feira, com a viatura médica a ser enviada apenas às 14:09, quase três horas depois.
Na quarta-feira, em declarações a jornalistas, o presidente do INEM, Luis Cabral, rejeitou as responsabilidades do instituto, afirmando que 15 minutos depois da primeira chamada foi tentada a ativação de um meio para o local, mas não havia ambulâncias disponíveis.
Luis Cabral atribuiu a demora na resposta à retenção de macas nos hospitais, que impedem as ambulâncias de atender outras situações. “A resposta do INEM foi dada dentro do prazo estabelecido. Fizemos a nossa primeira tentativa de ativação de meios. Infelizmente, como tem sido relatado pela comunicação social, há uma limitação significativa de ambulâncias, especialmente na margem sul, devido à retenção dessas ambulâncias nas unidades de saúde”, acrescentou.
O caso está também sob investigação da Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS).









