De acordo com o jornal Observador, o Governo irá substituir a administração da Unidade Local de Saúde de São José, optando por escolher um militante do PSD para o cargo. O mesmo jornal indica que esse processo ocorrerá também com a ULS de Coimbra.
Hoje, dez Conselhos de Administração de Unidades Locais de Saúde (ULS) finalizam os seus mandatos, incluindo a ULS de São José, em Lisboa, conforme informado pela direção executiva do SNS.
Em resposta enviada à Lusa, a direção executiva do SNS mencionou que os mandatos dos conselhos de administração das Unidades Locais de Saúde (ULS) do Nordeste (Bragança), Trás-os-Montes e Alto Douro (Vila Real), S. João e Sto António (Porto), Matosinhos, Coimbra, Médio Tejo (Abrantes), S. José (Lisboa), Litoral Alentejano (Santiago do Cacém) e Baixo Alentejo (Beja) terminam hoje.
A direção executiva apenas destacou que os membros do conselho de administração da Unidade Local de Saúde de Trás-Os-Montes e Alto Douro foram nomeados no Conselho de Ministros de 11 de dezembro, sem comentar “nomeações que ainda não aconteceram”.
Conforme reportado pelo Observador, o Governo está a afastar a administração da Unidade Local de Saúde de São José, prevendo a escolha de um militante do PSD para o novo cargo. O mesmo se aplicará à ULS de Coimbra.
Rosa Valente Matos, a atual administradora, confirmou a sua saída numa mensagem enviada aos funcionários da ULS São José, conforme citado por diversos meios de comunicação: “À medida que o nosso mandato se aproxima do fim, realizámos recentemente uma reunião com a senhora ministra da Saúde, onde fomos informados de que este órgão colegial não continuará em funções”.
“Encerramos este ciclo com um claro sentido de dever cumprido por todas estas conquistas, mas também com um enorme orgulho por fazermos parte da história de uma instituição que impacta a vida de milhares de pessoas diariamente”, destacou a responsável que está a deixar a liderança desta ULS de Lisboa, após seis anos no cargo.
Em declarações ao Observador, Rosa Valente de Matos, militante socialista e membro do Secretariado Nacional do PS, afirmou que não foi apresentada qualquer justificativa, sendo apenas “a vontade do Governo e da direção executiva do SNS”.









