Apoio à paralisação dos agentes penitenciários atinge atualmente 80%

Apoio à paralisação dos agentes penitenciários atinge atualmente 80%

Em declarações à Lusa, o presidente da ASPCGP, Jorge Alves, comentou que a paralisação nas cadeias portuguesas impacta, sobretudo, as visitas que os reclusos podem receber, uma vez que a greve está agendada, entre outras datas, para hoje e para quinta-feira, dias considerados não úteis.

O quinto dia de greve dos guardas prisionais, convocada pela Associação Sindical dos Profissionais do Corpo da Guarda Prisional (ASPCGP), está a registar uma adesão em torno dos 80%, conforme anunciado pela estrutura representativa.

“O impacto da paralisação nas cadeias é notoriamente sentido nas visitas dos reclusos. Dado que a greve se realiza hoje e também na próxima quinta-feira, os dias não úteis dificultam a situação”, explicou Jorge Alves.

“Considerando os serviços mínimos e a greve planejada para sábado e domingo, ficou estabelecido que deve ser garantida uma visita por semana. Isso significa que, se tiverem visita hoje, não haverá no fim de semana. Se a visita acontecer amanhã, que também é dia de greve, não poderão ter visita no fim de semana”, esclareceu o presidente da ASPCGP.

Iniciada a 16 de dezembro, a greve está programada para 10 dias não consecutivos. A paralisação de hoje será seguida por novas greves na quinta-feira, dia 25, durante o fim de semana (27 e 28 de dezembro), além dos dias 31 de dezembro e 01 de janeiro de 2026.

O protesto visa a revisão do estatuto profissional, a promoção na carreira de mais trabalhadores e a alteração das regras sobre o subsídio de renda dos guardas prisionais.

“Até agora, o Governo ainda não demonstrou qualquer intenção de rever o nosso estatuto profissional”, criticou o dirigente sindical.

No começo de dezembro, os sindicatos representativos dos guardas prisionais firmaram um acordo com o Ministério da Justiça que introduz mudanças nas idades mínimas e máximas para ingresso na carreira, reduzindo a idade mínima de 21 para 18 anos e aumentando a máxima de 28 para 35 anos.

O acordo também estabelece que o pagamento de horas extraordinárias aos guardas prisionais será realizado acima do que estabelece a lei “em situações devidamente justificadas – e, excecionalmente, sempre que necessário para assegurar a segurança nas instituições prisionais” – além de uma maior agilidade e simplificação no processo de recrutamento.

De acordo com o Ministério da Justiça, o Governo está a colaborar com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais na elaboração de um plano plurianual (2026-2029) de recrutamento e promoções para as carreiras do corpo da guarda prisional.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

axLisboa.pt
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.