O financiamento garantido pela empresa concessionária de infraestrutura ferroviária e portuária em Angola “possibilitará a modernização da infraestrutura ferroviária, abrangendo a via-férrea, oficinas, sistemas de sinalização e material circulante, aumentando a capacidade, a eficiência e a fiabilidade da rota de importação e exportação mais curta e direta entre a região mineira do Copperbelt, na RDC, e os mercados internacionais, pelo Oceano Atlântico”, conforme informado em uma nota de imprensa.
A Lobito Atlantic Railway (LAR), empresa pertencente à Trafigura, Mota-Engil e Vecturis, obteve 753 milhões de dólares (aproximadamente 641 milhões de euros) em financiamento da US International Development Finance Corporation (DFC) e do Development Bank of Southern Africa (DBSA), que serão utilizados para a reabilitação da linha ferroviária de 1.289 km que conecta o Porto do Lobito à cidade do Luau, uma das rotas principais para a exportação de metais e minerais críticos.
Conforme esclarecido pelo Ministério dos Transportes de Angola, a operação, que foi concluída nesta quarta-feira, “representa o maior financiamento já concedido” pela DFC “em África no setor”.
O ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D’Abreu, destacou que “o Corredor do Lobito posiciona Angola como um pilar de estabilidade e integração regional, transformando o país em uma plataforma logística e de exportação strategicamente relevante para as maiores economias do mundo”.
Com o acordo firmado nesta quarta-feira, dia 17 de dezembro, em Washington, “o financiamento possibilitará a modernização da infraestrutura ferroviária, incluindo a via-férrea, oficinas, sistemas de sinalização e material circulante, aumentando a capacidade, eficiência e fiabilidade da rota de importação e exportação entre a região mineira do Copperbelt, na RDC, e os mercados internacionais, através do Oceano Atlântico”, relata a nota de imprensa da LAR.
O capital assegurado pela joint venture, detida pelo consórcio Lobito Atlantic Holdings (LAH), que também gerencia o Terminal Mineiro do Porto do Lobito, “marca um passo importante na meta de posicionar o Corredor do Lobito como a principal rota comercial da África”, comentou Nicholas Fournier, diretor executivo da LAR, em comunicado.
“Os recursos agora garantidos permitirão um aumento significativo da capacidade, melhoria da eficiência operacional e fortalecimento da conectividade econômica em Angola e em toda a região”, acrescentou.
A LAR, como operadora ferroviária em Angola, é responsável pela modernização, manutenção e operação da linha ferroviária de quase 1.300 quilômetros que liga o Porto do Lobito a Luau, sob uma concessão de 30 anos.
O Ministério dos Transportes de Angola concedeu a operação da linha ao consórcio europeu Lobito Atlantic Railway em 2022, e dois anos depois assumiu a operação e manutenção do Corredor Ferroviário do Lobito, anteriormente gerido pela empresa pública Caminhos de Ferro de Benguela – EP (CFB). No entanto, a CFB continua a operar os serviços de passageiros na linha da Lobito Atlantic Railway, por meio de um acordo de acesso à via com a LAR, realizando um serviço pendular entre Benguela e Lobito com rotas diárias ligando Lobito, Benguela, Huambo, Luau e até a RDC.









