A operação do Metro do Mondego inicia-se após três décadas de alterações, suspensões e adiamentos deste projeto de mobilidade.
Miguel Pinto Luz, ministro das Infraestruturas e Habitação, participou na XIII Semana da Reabilitação Urbana do Porto, na Casa da Arquitectura em Matosinhos, no dia 12 de novembro de 2025.
A partir de 16 de dezembro, o Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) começará a operar entre Coimbra e Serpins. Segundo comunicado do Ministério das Infraestruturas, “a primeira fase do SMM entra em operação no dia 16 de dezembro, quando, às 5h30, o primeiro metrobus partir de Serpins (Lousã) com destino à Portagem (Coimbra)”; além disso, “neste mês, o serviço será gratuito”.
Após três décadas de mudanças, o Metro do Mondego finalmente começa a funcionar. A fase A (Serpins – Portagem) do SMM entrou em operação este mês com a oferta de transporte gratuito. A Metro Mondego oferecerá transporte gratuito aos passageiros durante dezembro, inicialmente através de Serviços Alternativos e, em seguida, a partir do dia 16, com a operação do Metrobus.
Nesta fase inicial, o Metro do Mondego conectará frequentemente Portagem a Serpins, cobrindo um percurso de 36 km com 27 estações em três concelhos: Lousã, Miranda do Corvo e Coimbra.
O investimento total no Sistema de Mobilidade do Mondego é de 220 milhões de euros, financiados pelo Orçamento de Estado, Sustentável 2030 e POSEUR. Segundo o Governo, “isso fomenta a coesão urbana entre esses municípios, promovendo o desenvolvimento local e combate à pobreza de mobilidade”.
O Ministério estima que o sistema atenda 13 milhões de passageiros por ano.
O percurso utilizará um sistema BRT (Bus Rapid Transit), com veículos modernos, sustentáveis e acessíveis, respondendo às melhores práticas ambientais e às necessidades de inclusão de pessoas com mobilidade reduzida.
Recentemente, a Metro Mondego intensificou os testes operacionais e simulações antes da abertura do SMM ao público, permitindo verificar seu funcionamento pleno antes da inauguração do troço suburbano.
Miguel Pinto Luz, Ministro das Infraestruturas e Habitação, ressaltou que “o Metro do Mondego é uma antiga aspiração dos habitantes da região. Após 30 anos, finalmente, as populações de Coimbra, Miranda do Corvo e Lousã poderão desfrutar de um meio de transporte rápido, seguro, ecológico e inclusivo. É essencial tomar decisões e agir, pois as verdadeiras necessidades das comunidades não se podem adiar nem ser vistas sob uma perspectiva política”.
A entrada em funcionamento do serviço é um avanço significativo para a coesão e desenvolvimento da região, oferecendo um transporte público de qualidade, acrescentou o Ministro.
Metro do Mondego em pleno funcionamento
Com três concelhos conectados pela rede; 42 km de extensão total; 42 estações; e um investimento total de 220 milhões de euros, apresentará também 1.865 metros de distância média entre estações na área suburbana e 490 metros na área urbana. Serão utilizados 35 autocarros, com comprimento de 18,75 m e capacidade máxima para 136 passageiros (54 lugares sentados). Esperam-se 13 milhões de passageiros por ano, com intervalos de 5 minutos entre autocarros, em cada sentido, durante os períodos de maior movimento na zona urbana. O troço urbano em funcionamento desde 29 de agosto possui 5 km de extensão e 10 estações.









