“Houve tantas previsões de desaparecimento e elas nunca se concretizaram. O Bloco é um partido que tem força. Está numa situação difícil, é verdade, precisa de mudar para crescer, é claro,” disse Pureza ao chegar ao grande encontro que começa hoje em Lisboa e marca a despedida de Mariana Mortágua da liderança do partido.
O ex-vice-presidente da Assembleia da República previu dois dias de discussões sobre “formas e meios para ganhar força”, mas especialmente sobre o partido estar ao “serviço das lutas dos sem poder e daqueles que estão a ser atacados pela extrema-direita.”
“Precisamos de ter a capacidade, com inteligência e humildade, de engajar em todos os diálogos necessários para que a Esquerda recupere a iniciativa e a força no nosso país. O Bloco tem isso na sua DNA e buscará cumpri-lo,” assegurou.
Outra base de uma liderança prospectiva, segundo Pureza, é a necessidade do BE de “mudar procedimentos e cultura organizacional.”
“Devemos ser uma organização com muito maior capacidade de envolvimento, muito maior capacidade de tratar bem a militância, para estimular a militância. Isso é absolutamente fundamental, e devemos nos organizar para isso, e penso que há uma vontade unânime nesse sentido,” enfatizou.
A XIV Convenção Nacional do BE começa hoje em Lisboa, com o discurso de abertura de Mariana Mortágua, que está a deixar a coordenação após dois anos de um mandato marcado pela queda eleitoral do partido.









