A deputada socialista Isabel Moreira anunciou na terça-feira seu apoio a Catarina Martins, a candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda (BE), nas eleições presidenciais marcadas para 18 de janeiro de 2026. Moreira destacou a importância de votar em “uma mulher da Esquerda, uma feminista” em uma “era” onde “homens estão tornando a violência machista o novo cool.”
“Tomar uma posição, disse Catarina Martins – eu tomo uma posição por uma mulher da Esquerda. ‘Sei que estas eleições não são legislativas, mas é necessário tomar uma posição, saber de que lado você está.’ Isso é o que Catarina Martins afirmou mais de uma vez desde que declarou sua candidatura à Presidência. Ela se situa firmemente à esquerda, sem se desculpar por sua origem partidária, rejeita competições de ‘independência’ e toma uma posição,” escreveu Moreira no Instagram.
Isabel Moreira defendeu que Catarina Martins “toma uma posição em relação ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), à habitação, ao mundo do trabalho, à defesa da igualdade para todos e à denuncia da normalização do ódio, o fascínio por um novo mundo que ignora lições do passado, direcionando as frustrações de muitas pessoas para certas categorias de indivíduos.”
“Catarina Martins rejeita este novo mundo onde se avalia o custo de levantar a voz em defesa daqueles ‘expulsos’ da comunidade considerada de repente menor, continuamente encolhendo. Primeiro os ciganos, depois as mulheres, certas mulheres, seguidos de imigrantes, especialmente certos imigrantes, e quem sabe depois. Catarina Martins não exclui nenhuma dessas violências de sua luta, mesmo que o amor e a retidão não sejam os movimentos populares de hoje,” afirmou.
Para a socialista, “tomar uma posição é o novo radical.” “Aqui estamos em uma trilha definida por quem consegue mais audiência. Tomar uma posição,” disse.
<p“Sou uma mulher da Esquerda, afiliada ao Partido Socialista há muito tempo; sou, portanto, uma social-democrata. Isso é simples. Ou deveria ser. Muito me separa do BE. E isso é público,” enfatizou.
No entanto, destacou que também há “muito” que a alinha “na urgência de afirmar os valores elementares da Esquerda.”
<p“Para mim, é particularmente importante votar em uma mulher da Esquerda, uma feminista, em uma era de aterrorizante triunfo dos homens que fazem da violência machista o novo ‘cool.’ Tomar uma posição. Catarina Martins toma uma posição. Eu também,” ressaltou.
E concluiu, “Pela Catarina. Pelo único candidato da Esquerda. Pela Esquerda. Eu voto Catarina Martins.”
Na corrida pelo Palácio de Belém, os candidatos incluem Luís Marques Mendes, André Ventura, António Filipe, António José Seguro, Catarina Martins, Henrique Gouveia e Melo, João Cotrim Figueiredo e Jorge Pinto. Também há candidatos como André Pestana, Tim Vieira, Joana Amaral Dias, Tino de Rans e Manuela Magno.
As eleições presidenciais estão agendadas para 18 de janeiro de 2026. Esta será a 12ª vez (incluindo os dois turnos das eleições de 1986) que os eleitores portugueses escolherão o Presidente da República em uma democracia desde 1976.









