A Associação Portuguesa de Agentes de Navegação (Agepor) expressou profunda preocupação com a disputa laboral que envolve os ministérios das Finanças e da Infraestrutura e o Sindicato Nacional dos Trabalhadores Administrativos das Administrações Portuárias (SNTAP). Este conflito em curso começou em outubro e está agendado para continuar até 13 de dezembro, desencadeado pelaquilo que o sindicato descreve como a postura repetida e inexplicável do Ministério das Finanças, que tem dificultado o cumprimento de um acordo feito a 18 de dezembro de 2024 com todas as Administrações Portuárias.
Representantes da indústria alertam que a prolongada interrupção, que já causou uma greve recente e um novo fechamento, está a ter efeitos desastrosos na economia e na reputação dos portos portugueses.
Até agora, numerosos atracamentos de navios de carga e, especialmente, de passageiros foram cancelados, afetando severamente as operações portuárias e a conectividade do país aos mercados globais.
O documento destaca que grandes companhias de navegação globais, vitais para as conexões comerciais internacionais de Portugal, estão a redirecionar navios para evitar os portos nacionais. Há receios de que serviços essenciais possam não retornar, exacerbando as perdas atuais e ameaçando a viabilidade do setor e da economia nacional.
Relatórios de vários agentes de navegação sugerem que as perdas diretas no setor já superaram os cinco milhões de euros, com potencial para nova escalada a cada dia adicional de fechamento.
Os interessados estão a instar o Primeiro-Ministro a intervir urgentemente e de forma decisiva para fomentar o diálogo e encontrar uma resolução rápida e duradoura para o conflito.
Reforçam que só assim se pode salvaguardar o interesse nacional, protegendo milhares de empregos direta e indireta mente dependentes das atividades portuárias e garantindo a competitividade de Portugal no cenário marítimo internacional.
A carta é endossada pela Agepor, pelas comunidades portuárias de Aveiro, Figueira da Foz, Leixões, Lisboa, Setúbal, Sines e Viana do Castelo, assim como pela Associação dos Armadores da Marinha Mercante e do Comércio (AAMC), pela Associação Empresarial de Viana do Castelo (AEDVC), pela Associação dos Transitários Portugueses (APAT), pela Câmara de Comércio e Indústria de Viana do Castelo, pelo Conselho Português de Carregadores (CPC), pela TCGL – Terminal de Carga Geral e a Granel de Leixões S.A., e pela Yilport.









