Uma incêndio devastador eclodiu em um edifício de nove andares em Mira Sintra. Helena Cardoso, presidente da União de Freguesias de Agualva-Mira Sintra, afirmou que esteve em contato com a família da vítima falecida, ressaltando que a viúva está em estado de choque, mas conta com o apoio dos filhos e, portanto, não precisa ser realocada.
“Estamos em constante contato com o condomínio para caso haja necessidade de assistência por parte da câmara paroquial. Estaremos sempre disponíveis, assim como a PSP e a câmara municipal, para trabalharmos juntos”, acrescentou Cardoso.
O incêndio, que começou no oitavo andar do prédio residencial em Sintra, no distrito de Lisboa, resultou em 12 feridos devido a inalação de fumaça, sendo que sete foram atendidos no local e cinco transportados para o Hospital Fernando Fonseca, incluindo dois agentes da PSP.
O líder local do partido socialista acompanhou a situação ao lado de Marco Almeida, presidente da câmara municipal, que assegurou que os serviços de ação social forneceriam apoio à família do falecido, se necessário.
“Todos os feridos foram liberados, estão fora de perigo e voltaram para suas casas e obrigações”, destacou Almeida, confirmando ainda que o condomínio conta com total apoio municipal para resolver questões como limpeza e que nenhum residente foi deslocado.
Um funcionário do município informou que o falecido era um homem de 76 anos e Almeida já se comunicou com os moradores e administradores do condomínio para garantir o apoio necessário.
João Raminhos, comandante dos bombeiros voluntários de Agualva-Cacém, detalhou que, ao chegarem, os bombeiros enfrentaram diretamente o intenso fogo no oitavo andar, onde foi relatado que uma pessoa estava presa dentro do apartamento.
Raminhos ainda mencionou que a causa do incêndio, que teve início no quarto do apartamento, permanece desconhecida. O alerta foi emitido às 03:57.
O fogo permaneceu confinado ao oitavo andar, embora pelo menos uma janela no andar acima tenha sofrido danos.
Um residente do nono andar inalou uma quantidade significativa de fumaça e foi hospitalizado, mas Helena Cardoso confirmou que todos os moradores já retornaram para suas casas.
“A câmara paroquial está monitorando o edifício para fornecer qualquer apoio após a avaliação do seguro”, assegurou Cardoso, oferecendo ajuda aos residentes com limpeza e retirada de móveis.
Os serviços municipais e a câmara paroquial estão apoiando os moradores, incluindo em reparos nas portas arrombadas para alertá-los sobre o incêndio.
A operação de resposta envolveu 32 operacionais dos bombeiros de Cacém, Queluz e Algueirão, com o suporte de 13 viaturas, além de pessoal do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), do Serviço Municipal de Proteção Civil e da PSP, além da Polícia Judiciária.









