“Existem escolas com apenas um funcionário para mais de 60 crianças e outras onde serviços essenciais, como a biblioteca, estão fechados devido à falta de pessoal disponível. Isso não é apenas uma questão administrativa; representa um risco real para a segurança dos alunos e agrava as desigualdades na educação,” afirmou o vice-presidente do grupo parlamentar do PS/Açores, Carlos Silva, em um comunicado à imprensa emitido pelo partido.
O deputado socialista destacou que a escassez de recursos humanos compromete “a segurança dos alunos e dos funcionários, bem como o suporte essencial para os professores e o funcionamento diário das escolas.”
“Além da carga de trabalho sobre o pessoal ativo, muitos dos quais estão próximos da aposentadoria ou em licença médica, há casos em que os professores assumem tarefas fora de suas atribuições para evitar o colapso dos serviços escolares,” acrescentou o PS/Açores.
O partido considerou “inaceitável que, apesar de advertências repetidas das escolas e da comunidade educacional,” o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) “não tenha garantido o aumento necessário de assistentes operacionais, especialmente em áreas socialmente vulneráveis, como o município de Ribeira Grande,” na ilha de São Miguel.
“O governo deve agir agora. Não podemos aceitar que a falta de pessoal comprometa a segurança, o apoio aos alunos mais vulneráveis e o funcionamento normal das escolas,” argumentou o deputado socialista.
O PS/Açores também revelou que apresentou um pedido ao Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) para que esclareça a respeito das notificações recebidas pelas escolas, das respostas emitidas pela Direção Regional de Educação e do número atual de assistentes operacionais alocados a cada estabelecimento de ensino no município.









