“Somos muito mais do que um broker”, afirmou o CEO do grupo MDS, ressaltando a diversidade das empresas que o compõem. Desde que foram adquiridos pelo gigante Ardonagh em 2022, o grupo já realizou 41 aquisições, com um investimento de 400 milhões de euros. Entretanto, não pretendem parar por aí, pois têm mais de 100 milhões reservado para novas aquisições até 2026.
O grupo MDS projeta receitas brutas de 260 milhões de euros, sendo que aproximadamente 80 milhões, ou seja, 30%, virão da subsidiária MDS Portugal, conforme informou a administração liderada por José Manuel Fonseca.
Os 180 milhões restantes são divididos entre as subsidiárias em várias geograficamente, destacando-se o Brasil, onde as receitas devem chegar a 140 milhões de euros brutos este ano, e Angola, que deverá contribuir com 13 milhões de euros, representando 5% do total.
Essas receitas são “pro-forma”, ou seja, ajustadas para refletir as diversas aquisições realizadas até o momento, explicou a administração do MDS. “A ambição é sempre crescer a dois dígitos”, afirmou, referindo-se ao crescimento orgânico. O grupo também investe no crescimento inorgânico, através de fusões e aquisições, sendo um dos mais ativos nesse aspecto.
O Grupo MDS, comandado por José Manuel Fonseca (CEO Global do Grupo MDS e Presidente e CEO da Brokerslink), é uma multinacional portuguesa que lidera o setor de corretagem de seguros, resseguros e consultoria de riscos, com presença em vários continentes e capacidade de operação global. É ainda um Lloyd’s broker, o único de origem portuguesa, com acesso direto ao mais importante mercado de seguros do mundo, o britânico.
Os prêmios de seguros geridos pelo grupo MDS devem ultrapassar os 3 mil milhões de euros em 2025, triplicando os valores obtidos em 2022. Esse ano é significativo porque foi quando a MDS, que teve suas origens no grupo Sonae sob a liderança do fundador Belmiro de Azevedo, foi adquirida pela Ardonagh — um dos maiores grupos de corretagem de seguros do mundo, especializado em soluções de seguros e gestão de riscos.
Apesar da venda a um grupo internacional, a MDS ainda conta com a Sonae como cliente, conforme explicou José Manuel Fonseca.
A partir de 2022, a Ardonagh tornou-se a proprietária da empresa-mãe da corretora portuguesa MDS, o que possibilitou a expansão para mercados como Portugal, Brasil e África.
Outro dado interessante é o número total de funcionários do grupo MDS, que chega a 2.500, dos quais 500 estão em Portugal. A média de idade dos colaboradores é de 43 anos.
A MDS Portugal se destaca como um corretor de seguros líder no mercado nacional e um consultor global em gestão de riscos, atuando em todos os segmentos de seguros, sob a liderança de Ricardo Pinto dos Santos.
Os prêmios de seguros da MDS Portugal totalizam 500 milhões de euros, esclareceu o CEO do grupo. “Estamos entre os cinco maiores corretores de Portugal”, complementou.
No ranking dos corretores de seguros, a MDS figura como o primeiro em prêmios, prevendo uma produção em 2024 de 61,36 milhões de euros. A Sabseg ocupa o segundo lugar com 43,98 milhões, seguida pela AON com 30,58 milhões, Marsh com 27,35 milhões, Verlingue com 18,37 milhões, WTW com 15,21 milhões e Villas Boas ACP com 12,18 milhões.
A matriz da MDS, o grupo Ardonagh, administra prêmios de seguros que somam 18 mil milhões de euros, com receitas previstas de 2,5 mil milhões de euros em 2024, destacando a magnitude do grupo.
O Grupo MDS é estruturado sob uma holding, a MDS SGPS, que consolida as demonstrações financeiras de todas as suas subsidiárias. O grupo abrange a MDS Portugal, MDS Brasil, MDS Angola, MDS Moçambique, MDS Chile e MDS Espanha.
Desde sua aquisição total pela Ardonagh Global Partners (AGP), o grupo MDS não tem parado de crescer através de aquisições. Em 2022 e 2023, foram realizadas 11 aquisições (4 no Brasil, 4 em Portugal, 1 no Chile, 1 nos EUA e 1 no Chipre). Em 2024, foram 13 aquisições, sendo 4 no Brasil e 9 em Portugal. Até agora, já realizaram 5 aquisições no Brasil, 4 na Espanha, 7 em Portugal e 1 na Suíça, totalizando 41 aquisições, com um investimento de 400 milhões de euros. E eles não pretendem parar por aqui.
Aguardam a autorização dos reguladores para a aquisição da Seguramos em Portugal, entre outras que virão, muitas de menor escala.
O grupo MDS alocou pelo menos 100 milhões de euros para aquisições até 2026, com uma estratégia de expansão que prioriza a proximidade com os mercados onde atua. As três principais regiões de foco são Europa, África e América Latina.
“Somos muito mais do que um broker”, reiterou o CEO do grupo MDS, enfatizando a diversidade de operações. O grupo é líder em corretagem de seguros em Portugal e Angola, além de oferecer consultoria de risco por meio da RCG (Risk Consulting Group), que opera em mais de 50 países. Também conta com a MDS Re, uma resseguradora que atende seguradoras, cobrindo desde riscos simples até os mais complexos.
Além disso, possui uma seguradora cativa, a Highdome, com sede em Malta, que oferece soluções de transferência de risco em empresas estruturadas em células, conhecidas como PCC – Protected Cell Companies. Essa estrutura permite a criação de múltiplas “células” independentes, segregando ativos e responsabilidades de forma a garantir a proteção legal, onde credores só podem reclamar os ativos de uma célula específica.
O grupo conta ainda com a Solutions 360, uma consultoria especializada em tecnologia.
A MDS se beneficia de sua conexão com a Brokerslink, uma rede global de corretores. “Navegamos em um oceano que se chama Brokerslink, uma rede mundial de corretores que é liderada por nós e está presente em cerca de 140 países”, afirmou José Manuel Fonseca.
A Brokerslink, fundada em 2004 e com sede na Suíça, tem suas origens fortemente ligadas à MDS de Portugal. Ela começou como uma rede informal de corretores de seguros independentes e se transformou em uma empresa de corretagem global, atuando em mais de 140 países.
O Grupo MDS possui 13,5% da Brokerslink, enquanto a Ardonagh detém cerca de 30% dessa rede global de corretores, conforme revelou José Manuel Fonseca.









