“Somente haverá eólica marítima ‘offshore’ quando se tornar financeiramente viável”, afirma a secretária.

“Somente haverá eólica marítima 'offshore' quando se tornar financeiramente viável”, afirma a secretária.

“A energia eólica ‘offshore’ só será viável economicamente, e até lá não há decisões”, afirmou a ministra Maria da Graça Carvalho, que hoje foi ouvida durante cerca de cinco horas no parlamento, em relação à análise da proposta do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026).

A ministra do Ambiente e Energia reiterou que a produção de energia eólica no mar só ocorrerá quando se tornar economicamente viável, o que, segundo ela, ainda está “muito distante”.

Maria da Graça Carvalho foi questionada pelo Chega sobre o desenvolvimento de parques eólicos ‘offshore’ no distrito do Porto e a possível redução da atividade pesqueira nessas áreas.

A ministra destacou que, por ora, não há decisões acerca desse tipo de energia, apenas um plano com potenciais áreas para a sua implementação.

“A autorização só será concedida considerando todos os impactos ambientais e econômicos. Neste momento, a eólica ‘offshore’ está muito longe de ser economicamente viável”, enfatizou.

O Plano de Afetação para as Energias Renováveis Offshore (PAER) foi aprovado em Conselho de Ministros em 09 de janeiro e estabelece as áreas e volumes do espaço marítimo nacional para a exploração comercial de energias eólicas ‘offshore’.

Este projeto, iniciado sob o governo socialista anterior, previa a criação de um parque eólico ‘offshore’ em Portugal com 10 gigawatts (GW) de capacidade, indicando áreas potenciais como Viana do Castelo, Leixões, Figueira da Foz, Ericeira-Cascais e Sines.

Diversas associações do setor pesqueiro expressaram preocupações sobre o impacto nas comunidades de pesca e na fauna marinha, e a Avaliação Ambiental Estratégica do projeto indicava que a instalação de eólicas ‘offshore’ “deve levar ao abate de embarcações” e à redução da pesca.

O plano final, publicado no Diário da República em 07 de fevereiro, contempla uma área total de exploração de 2.711,6 quilômetros quadrados (km²), incluindo 5,6 km² na Aguçadoura (Póvoa de Varzim) para a instalação de projetos de pesquisa e demonstração não comerciais, resultando numa diminuição de 470 km² em relação à proposta inicial discutida publicamente.

A área prevista inclui 229 km² em Viana do Castelo para uma potência de 0,8 GW, 722 km² em Leixões (2,5 GW), 1.325 km² na Figueira da Foz (4,6 GW), 430 km² em Sines (1,5 GW) e os 5,6 km² em Aguçadoura.

“A área final do PAER permitirá atingir uma capacidade instalada de aproximadamente 9,4 GW para projetos comerciais e acomodar medidas de mitigação de impactos ambientais consideradas necessárias na avaliação de impacto ambiental de projetos de energias renováveis ‘offshore’, bem como os espaços requeridos para a proteção dos corredores de navegação e a minimização do efeito de esteira entre parques eólicos”, menciona o documento.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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