O atual prefeito de Figueira da Foz se manifestou após deixar o velório de Pinto Balsemão, que faleceu na terça-feira aos 88 anos. O velório está sendo realizado na Igreja do Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
“Nunca conheci alguém como o Dr. Francisco Pinto Balsemão, que tinha a capacidade de aceitar e respeitar graciosamente as diferenças de opinião, pois mesmo os maiores democratas às vezes enfrentam dificuldades”, destacou.
Santana Lopes o lembrou como “um cavalheiro da democracia, uma figura que sabia se dar bem com todos”.
“É um momento muito raro de unanimidade nas declarações de diferentes setores políticos sobre ele,” afirmou.
Questionado se o fundador do PSD era “um pouco não amado” dentro do partido, ele admitiu que sim, inclusive por ele mesmo.
<p“Talvez tenha havido um tempo em que ele foi primeiro-ministro, e eu também estive entre os críticos”, disse.
Francisco Pinto Balsemão, ex-líder do PSD, ex-primeiro-ministro e fundador do Expresso e da SIC, faleceu na terça-feira aos 88 anos.
O governo declarou luto nacional para hoje e quinta-feira, dias em que as cerimônias de sepultamento ocorrerão.
O velório de Francisco Pinto Balsemão está sendo realizado hoje a partir das 18h30 em Lisboa, no Mosteiro dos Jerónimos, com uma missa agendada para o mesmo local às 13h de quinta-feira.
O velório e a missa são abertos ao público, enquanto o funeral será reservado à família.
Balsemão foi o fundador, em 1973, da revista semanal Expresso, durante a ditadura, da SIC, a primeira estação de televisão privada de Portugal, em 1992, e do grupo de mídia Impresa.
Em 1974, após a Revolução de 25 de Abril, ele fundou, juntamente com Francisco Sá Carneiro e Magalhães Mota, o Partido Popular Democrático (PPD), posteriormente conhecido como Partido Social Democrata (PSD). Ele liderou dois governos após a morte de Sá Carneiro, entre 1981 e 1983, e permaneceu membro do Conselho de Estado, um órgão consultivo do Presidente da República, até seu falecimento.









