André Ventura quase conseguiu o impulso eleitoral necessário para a sua candidatura às presidenciais.
A situação é clara: existem muitos fatores a considerar, com as autárquicas a intervir pelo caminho, e cada ajuda é valiosa na corrida para Belém. A estratégia já se provou eficaz. Nas últimas eleições legislativas, a inesperada hospitalização do presidente do Chega, a apenas quatro dias do término da campanha, teve um impacto significativo. Isso ficou evidente nas redes sociais, com imagens do hospital, e um comício final dramático, onde foram exibidos pensos bem visíveis.
Além disso, a ERC notou, após este incidente, uma mudança na cobertura televisiva, com um aumento no número de reportagens dedicadas a esta candidatura, levando a uma diminuição da visibilidade dos outros partidos. Antes de 12 de maio, as sondagens indicavam uma média de menos de 17% para o Chega. Após o seu desfalecimento público, ganhou um ponto e meio, terminando com os 22,8% conhecidos.
Episódios dramáticos e mediáticos podem servir como um forte catalisador eleitoral. Exemplos como o de Jair Bolsonaro, que foi esfaqueado durante a campanha e acabou no hospital, mas logró vencer, e Donald Trump, que sobreviveu a uma tentativa de assassinato para retornar à Casa Branca, ilustram isso.
Entretanto, esses eventos são extremos e arriscados. Um exemplo mais seguro é o de Mário Soares, que foi agredido em 1986 no bastião comunista da Marinha Grande, o que lhe proporcionou um salto de mais de cinco pontos nas sondagens e o levou à segunda volta das presidenciais e, posteriormente, a Belém.
André Ventura esteve à beira de um evento provocatório, próximo à manifestação de imigrantes em frente à Assembleia da República. Não conseguiu desta vez, mas ainda tem mais de três meses pela frente.









