Parecia que a sessão iria ser positiva para as bolsas europeias, mas não foi o caso. “Em um ambiente adverso, o BCP e a Galp foram os principais responsáveis pelas quedas na praça lisboeta”, ressaltam os analistas da MTrader.
O PSI registrou uma queda de -0,58%, fechando em 7.704,26 pontos, com as ações do BCP sofrendo uma desvalorização de -3,48%, encerrando o dia a 0,7108 euros.
A Galp também apresentou perdas significativas, recuando -2,32% para 15,77 euros. A Corticeira Amorim caiu -1,46% e terminou em 7,41 euros. As ações da NOS tiveram uma queda de -1,01%, fechando em 3,905 euros.
Entre os poucos títulos que fecharam no vermelho, a EDP Renováveis se destacou ao registrar um aumento de +1,21%, encerrando a 10,00 euros, enquanto a EDP subiu +0,37%, fechando em 3,749 euros.
Os analistas do Millennium BCP observam que “as bolsas europeias mudaram a tendência positiva inicial e terminaram em baixa, após a divulgação de que a economia dos Estados Unidos criou menos postos de trabalho do que o esperado em agosto.”
O índice Stoxx 600 caiu 0,16%, e o EuroStoxx 50 recuou 0,53%, fechando em 5.318,1 pontos.
O FTSE 100 teve uma leve queda de 0,09%, alcançando 9.208,2 pontos; o CAC 40 perdeu 0,31%, encerrando em 7.674,8 pontos; o DAX desceu 0,73%, terminando em 23.597 pontos. O FTSE MIB caiu 0,91%, ficando em 41.607,8 pontos, e o IBEX recuou 0,35%, fechando em 14.850 pontos.
O dia foi marcado pela divulgação de dados fracos sobre o desemprego nos EUA em agosto, o que aumenta a perspectiva de que a Reserva Federal (Fed) possa optar por reduzir as taxas de juros em setembro.
A delicada situação do mercado de trabalho americano fez com que os investidores considerassem a possibilidade de novos cortes nas taxas de juros pelo banco central antes do final do ano. Neste cenário, as bolsas europeias retrocederam.
“Os dados indicam que o mercado de trabalho nos EUA está esfriando, o que poderá facilitar a diminuição das taxas de inflação, levando assim a Fed a reduzir as taxas de juros”, acrescentam.
Os analistas da MTrader apontam que “o efeito foi visível na queda das yields da dívida soberana, que inicialmente favoreceu os mercados de ações, mas acabou prejudicando o setor bancário e gerando apreensões econômicas. Os preços do petróleo também sofreram essa pressão, o que resultou em um impacto negativo no setor energético.”
O euro teve uma valorização de 0,66%, alcançando 1,1751 dólares.
O petróleo está em queda acentuada, com o WTI recuando 3,06% para 61,54 dólares, enquanto o Brent, referência para a Europa, desceu 2,79%, estabelecendo-se em 65,12 dólares.
A yield da dívida soberana alemã caiu 5,66 pontos base, alcançando 2,66%.
No Reino Unido, os juros a 10 anos caíram 7,47 pontos base para 4,64%. Na França, a queda foi de 4,23 pontos base, atingindo 3,45%, enquanto Portugal avançou 5,39 pontos base, encerrando em 3,08%.









