Teixeira Duarte alcança ganhos de 43 milhões de euros no primeiro semestre.

Teixeira Duarte alcança ganhos de 43 milhões de euros no primeiro semestre.

O valor apresentado reflete um aumento de 32 milhões de euros em comparação com o mesmo período de 2024. O EBITDA, por sua vez, atingiu 27 milhões de euros, o que representa uma queda de 36% em relação ao primeiro semestre de 2024.

O Grupo Teixeira Duarte reportou um lucro de 43 milhões de euros no primeiro semestre, evidenciando um aumento de 32 milhões de euros em relação ao mesmo período do ano anterior, com um resultado líquido atribuído aos acionistas de 42 milhões de euros, conforme divulgado pela empresa em um comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) nesta sexta-feira.

Esse resultado permitiu à empresa fortalecer sua carteira de obras em 1.630 milhões de euros, refletindo um aumento de 5,9%. A dívida financeira líquida, por sua vez, totalizou 565.437 milhares de euros, resultando em uma redução de 77.561 milhares de euros em comparação com o final do ano anterior.

O EBITDA alcançou 27 milhões de euros, o que representa uma diminuição de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, influenciado pela redução do EBITDA no setor imobiliário.

Em Portugal, as vendas e serviços apresentaram uma queda de 6.223 milhares de euros em comparação a junho de 2024, enquanto nos mercados internacionais, em particular no Brasil, houve uma redução de 44.980 milhares de euros.

A Teixeira Duarte atribui essa queda no mercado imobiliário ao fato de que as vendas estão “muito impactadas pelo ciclo de desenvolvimento dos empreendimentos, visto que a comercialização dos ativos só é contabilizada no momento da entrega”. Destaca ainda que, em Portugal, a transformação de cinco sociedades anônimas em sociedades de investimento coletivo e a entrega de ações, prevista para o segundo semestre de 2025, acordada no contexto do acordo de refinanciamento, “vai permitir que as contas do Grupo representem, semestralmente, o desempenho dos respectivos empreendimentos imobiliários, o qual tem sido excelente”.

Apesar de o volume de negócios ter alcançado 320 milhões de euros, esse montante representou uma redução de 57 milhões de euros (15,1%) em relação ao primeiro semestre de 2024.

O acordo de refinanciamento, assinado em março deste ano, estabeleceu um novo plano de reembolso “com a extensão das respectivas maturidades e uma otimização do custo de financiamento, resultando em um impacto positivo de 60 milhões de euros nos resultados financeiros, equivalente à atualização dos valores dos respectivos financiamentos bancários”, conforme indicado no comunicado.

No segmento de construção, as vendas e serviços reduziram em 12.949 milhares de euros, representando uma diminuição de 6,2% em relação ao mesmo período de 2024, atingindo 195.258 milhares de euros.

Em Portugal, esse indicador diminuiu 16,4% em comparação ao ano anterior, totalizando 98.610 milhares de euros nos primeiros seis meses de 2025.

Os mercados internacionais apresentaram um aumento de 7,1% em relação a junho de 2024, o que equivale a um aumento de 6.430 milhares de euros, entre os quais se destaca o crescimento de 3.594 milhares de euros em Angola e de 1.698 milhares de euros no Brasil.

Dessa forma, Portugal representa 50,5% das vendas e serviços no setor da construção, comparado com 56,7% do mesmo período de 2024.

As concessões e serviços experimentaram um aumento de 8,7% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com Portugal apresentando um crescimento de 9,6% e os mercados externos subindo 7,7% em relação ao período homólogo.

Destaca-se o mercado angolano, que registrou um incremento de 14,0% em relação a junho de 2024, totalizando 10.690 milhares de euros, o que ajuda a contrabalançar o impacto da desvalorização do Kwanza angolano observada desde o início do ano.

No setor de hotelaria, houve um crescimento de 2,7% em relação ao mesmo período de 2024, o que equivale a um incremento de 537 milhares de euros. A contribuição para este segmento é principalmente oriunda de Angola, com um crescimento de 7,4%, resultando em um aumento de 1.008 milhares de euros em comparação ao ano anterior. Em Portugal e Moçambique, ocorreram quedas de 9,5% e 1,6%, respectivamente.

No setor automotivo, as vendas e serviços diminuíram 8,9% em relação ao primeiro semestre de 2024, principalmente devido às restrições nas importações decorrentes da dificuldade de acesso a divisas, assim como pela desvalorização do Kwanza angolano.

Nuno Martins Craveiro, jornalista de 42 anos, é o responsável pela estratégia e coordenação de conteúdos da axLisboa.pt. Com uma visão abrangente e rigorosa, supervisiona as diversas áreas editoriais do site, que abrangem desde a atualidade local e nacional até à economia, desporto e ciência.

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