Ana Gomes pediu que Portugal atue de forma proativa a nível europeu, apoiando as longas resoluções da ONU que defendem a “retirada de Palestina e o estabelecimento de dois estados”. Falando em uma manifestação em Lisboa, ela destacou o papel histórico de Portugal na promoção do direito internacional e dos direitos humanos, mencionando os esforços do país em Timor Leste.
Ela enfatizou que sem respeito pelos direitos humanos, resgates pacíficos são impossíveis, sublinhando “o direito à autodeterminação” como fundamental. Ana Gomes argumentou que as ocupações em Palestina, Gaza e na Cisjordânia obstruem a paz na região e no mundo, notando o papel ativo do passado de Portugal na busca pela resolução de conflitos.
Ana Gomes recordou os esforços de Mário Soares, “o primeiro chefe de estado a pernoitar em Gaza com [Yasser] Arafat [líder histórico da Organização para a Libertação da Palestina, OLP]”, durante as tentativas de paz nas décadas de 1980 e 1990.
Ela criticou a regressão desde então, atribuindo isso a forças de extrema-direita globalmente, começando pelos Estados Unidos, e sua cumplicidade com as políticas israelenses que aumentam o conflito e minam a solução de dois estados.
Apesar da mobilização da sociedade civil em Lisboa, Ana Gomes expressou que a manifestação não reflete adequadamente a gravidade da situação na Palestina e seu impacto na “dignidade coletiva” e segurança do povo português.
Ela pediu uma mobilização maior em Portugal, semelhante a outros países, lamentando que muitos portugueses permaneçam desengajados, absorvidos na vida cotidiana e na televisão. Ana Gomes enfatizou a necessidade de ação, alertando para as repercussões na paz e segurança da Europa.
A manifestação, organizada pela Plataforma de Solidariedade com a Palestina (PUSP), composta pela Amnistia Internacional Portugal, Greenpeace Portugal, Médicos Sem Fronteiras e a Fundação José Saramago, entre outros, pediu paz no território e respeito pelo recente cessar-fogo assinado.









